Governo estende a quarentena até 31 de maio no Estado de São Paulo

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Para o Governo, a reabertura do comércio e a volta das pessoas às ruas pode prejudicar o sistema de saúde e, inclusive, a recuperação econômica


A quarentena no Estado de São Paulo segue até 31 de maio. A decisão foi tomada pelo Governo do Estado para barrar o avanço do novo coronavírus e estimular o isolamento social que, até agora, não chegou ao nível de 70%, como é recomendado pelas autoridades de saúde.

“Queremos, sim, em breve poder anunciar a retomada gradual da economia como, aliás, está previsto no Plano São Paulo. A experiência de outros países, e nós temos utilizado essas experiências aqui, mostra claramente o colapso da saúde e, quando isso acontece, paralisa tudo. Autorizar relaxamento agora seria colocar em risco milhares de vidas, o sistema de saúde e, por óbvio, a recuperação econômica. Retomaremos sim, tão logo possível, na hora certa, no momento adequado”, disse o governador João Doria.

O Plano São Paulo prevê a reabertura do comércio não essencial de forma gradual, seguindo alguns critérios econômicos e sociais: adesão às restrições no decorrer da quarentena, os protocolos de saúde e higiene no trabalho e a definição regionalizada das medidas de retomada, ou seja, cada região do Estado terá autorizações específicas de reabertura do comércio.

Cada região do Estado de São Paulo será classificada conforme a evolução da pandemia, considerando três níveis de risco, de acordo com a gravidade da doença: zona vermelha, amarela e verde. “Para estar na zona verde, nós precisamos alcançar um baixo número de casos, baixa ocupação de leitos de UTI, testes disponíveis para sintomáticos e suspeitos, e protocolos setoriais implementados. O primeiro passo é segmentar os municípios de acordo com a situação da pandemia, capacidade do sistema de saúde”, explicou Patrícia Ellen, secretária do Desenvolvimento Econômico.

Segundo o Governo, “os requisitos da flexibilização vão se basear em critérios técnicos que incluem, como fatores principais, a redução sustentada dos números de novos casos de COVID-19 por 14 dias e a manutenção da ocupação dos leitos de UTI em patamar inferior a 60%. As medidas são semelhantes às adotadas por países como EUA, Alemanha, Áustria e China”.

Para o Governo, porém, a reabertura do comércio e a volta das pessoas às ruas pode prejudicar o sistema de saúde e, inclusive, a recuperação econômica. “Na região metropolitana um aumento de 760% em apenas 30 dias. Em um mês, 760%. Estamos todos atravessando o pior momento desta pandemia. Só não reconhece, vê, percebe, aqueles que estão cegos pelo ódio ou pela ambição pessoal. Autorizar o relaxamento agora seria colocar em risco milhares de vidas, o sistema de saúde e, por óbvio, a recuperação econômica”, afirmou o governador.

Então, apenas serviços essenciais estão autorizados a funcionar: Hospitais, clínicas, farmácias e clínicas odontológicas; Transporte público; Transportadoras e armazéns; Empresas de telemarketing; Petshops; Deliverys; Limpeza pública; Postos de combustível; Supermercados, mercados e padarias; Restaurantes (apenas em sistema delivery).

Estabelecimentos que seguem fechados: Cafés; Casas noturnas; Shopping centers e galerias; Academias e centros de ginástica; Espaços para festas, casamentos, shows e eventos; Escolas públicas ou privadas.

CORONAVÍRUS NA ZONA SUL

Um mapa divulgado pela Prefeitura a Zona Sul da capital já ultrapassou a marca de mais de 600 mortes pela Covid-19. Nas regiões pobres e afastadas do Centro de São Paulo,  o risco de morrer pelo coronavírus chega a ser 10 vezes maior do que no centro.

Segundo a Prefeitura, por causa do Covid-19, dois hospitais municipais da Zona Sul atingiram mais de 80% de ocupação dos leitos: Jabaquara e Parelheiros. A situação é pior em outras regiões da cidade; como na Bela Vista, Itaquera, Vila Maria e Pirituba; onde metade dos hospitais municipais já estão com mais de 95% dos leitos ocupados. Na Grande São Paulo, a taxa de ocupação está em torno de 89%.

Para estimular as pessoas a ficarem em casa, a Prefeitura determinou um rodízio diferente a partir de segunda-feira (11): só metade da frota de veículos da capital pode circular pela cidade de São Paulo a cada 24 horas. A medida também vale aos finais de semana e vai acontecer em toda a cidade, não apenas no centro expandido. O motorista que descumprir a regra recebe multa de R$ 130,16 com perda de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação.

E quem precisar sair de casa só pode circular pelas ruas e utilizar o transporte público usando máscara, conforme determina decreto do Governo do Estado.


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