Santo Amaro tem movimento intenso no primeiro dia de reabertura do comércio

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No Largo 13, o que se viu: aglomeração, filas em lojas, inexistência de aviso sobre uso de máscara, muitos vendedores ambulantes e falta de álcool gel em algumas lojas. Com o movimento intenso em todo o comércio de SP, a Prefeitura afirmou que, se os casos de internações e mortes por Covid-19 subirem, o comércio fecha novamente. Já o Governo do Estado prorrogou a quarentena até 28 de junho


Depois de mais de 70 dias, o comércio na cidade de São Paulo está reabrindo. Desde o dia 5 de junho, concessionárias e escritórios já podem atender ao público e, nesta quarta-feira (10), a Prefeitura autorizou que lojas de rua e imobiliárias abrissem as portas. A partir de amanhã (11), é vez dos shoppings.

Pelo acordo firmado com a Prefeitura, as lojas e imobiliárias são obrigadas a:

  • disponibilizar álcool gel
  • higienizar os ambientes
  • fazer a testagem dos funcionários
  • manter o uso obrigatório de máscara
  • manter distanciamento social
  • medir a temperatura dos clientes
  • atender 20% do público em 4 horas de funcionamento
  • abrir e fechar em horários alternativos, para não colapsar o sistema de transporte

No primeiro dia de reabertura das lojas o que se viu foi aglomeração. No Largo 13 de Maio, em Santo Amaro, não foi diferente.

Fila em loja na Alameda Santo Amaro

Quem chega a região pela Alameda Santo Amaro já vê uma grande fila na porta de uma das maiores lojas do bairro, que vende materiais escolares, produtos de perfumaria, itens de casa, entre outras coisas. A fila, que atrapalhava a entrada de outras lojas, estava organizada, mas não respeitava um metro de distância. Na entrada, um funcionário media a temperatura das pessoas e fornecia álcool gel.

Pela Rua Senador Flaquer, na Avenida Adolfo Pinheiro e ao redor da Praça Floriano Peixoto o que mais se viu foram vendedores ambulantes vendendo o produto do momento: máscaras faciais.

A maioria das grandes lojas deixou apenas uma entrada aberta, para facilitar a contagem de pessoas dentro do estabelecimento. Quem seguia as regras direitinho colocou funcionários nas portas para entregar senhas aos clientes e assim manter apenas 20% do atendimento.

Lojas de roupas e de eletrodomésticos não estavam muito cheias, porém, em lojas de artigos para crianças, como na Rua Manuel Borba, e em lojas que vendem produtos “a partir de 1 real”, havia filas e muitos clientes tocando na maioria dos produtos.

No geral, nem todas as lojas do Largo 13 exibiam placas informando a obrigatoriedade do uso de máscaras. E nem todas as lojas posicionaram funcionários na entrada higienizando os clientes com álcool gel ou ao menos deixaram o produto à disposição.

Para tentar enganar a fiscalização, salões de beleza na Rua Paulo Eiró e na Rua da Matriz deixaram meia porta aberta, mas com clientes dentro do salão. Este tipo de comércio só pode abrir na fase amarela do Plano São Paulo, feito pelo Governo do Estado para limitar o número de estabelecimentos abertos. A capital paulista ainda está na fase laranja, em que é permitido abrir shoppings, lojas, imobiliárias e escritórios.

A partir de amanhã (11), a Prefeitura autorizou a reabertura de shoppings e galerias, porém, algumas galerias de roupas da Av. Adolfo Pinheiro, da Rua Manuel Borba e do Largo 13 adiantaram a reabertura. E também não disponibilizaram placa informando o uso obrigatório das máscaras.

A maioria das lojas fechou no horário correto: às 15h

Pelas regras da Prefeitura, o comércio de rua só pode funcionar quatro horas por dia: das 11h às 15h. Ao término do expediente, a maioria dos comércios do Largo 13 fecharam no horário estabelecido. Pelas ruas, um “vai e vem” intenso de pessoas que seguiam para o Terminal Santo Amaro e à Linha 5-Lilás, e muitos ambulantes tentando vender três máscaras por R$ 10 para quem voltava para casa.

RECUO NA REABERTURA E PRORROGAÇÃO DA QUARENTENA

De acordo com o secretário municipal de saúde, se houver aumento nas internações e mortes por Covid-19, a Prefeitura vai recuar na flexibilização e as lojas podem voltar a fechar. “Deixamos claro, no momento de assinatura dos protocolos, que qualquer reversão, sob o ponto de vista da Vigilância Sanitária, nós vamos recuar. Neste momento, se houver consciência da parte de todos, a gente consegue ter uma flexibilização mais segura”, disse Edson Aparecido.

Até ontem (9), o secretário estava confiante que o sistema de saúde da capital não tem mais chances de colapsar. “As pessoas estão chegando menos agravadas, diferente daquilo que aconteceu em abril, quando já chegavam ao hospital precisando entubar. A gente não corre mais o risco de colapso no sistema de saúde da cidade. Isso está completamente afastado. Todo mundo que precisar de leito, vai ter. Tanto pela ampliação, como pela redução da demanda”, afirmou.

O governador João Doria, após criar um plano de flexibilização complexo, afirmou hoje que a partir do dia 15 de junho o Estado de São Paulo inicia nova quarentena, até o dia 28. “Será o quinto período de quarentena no Estado de São Paulo, denominada ‘quarentena heterogênea’, onde será aplicado o Plano São Paulo. Será uma retomada consciente da economia por fases e por regiões, conforme prevê o Plano São Paulo, com cuidado, segurança e dentro dos limites determinados pela ciência e pela medicina, e dessa orientação não nos afastaremos”, disse o governador.


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