Prefeitura determina que ônibus só transportem passageiros sentados para evitar aglomeração

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De acordo com o secretário municipal de Mobilidade e Transportes, a medida começa a valer amanhã (6) e a população deve entender que se um ônibus não parar no ponto, porque todos os assentos estão ocupados, outro veículo vai passar logo em seguida para recolher os demais passageiros


Desde que o Governo do Estado autorizou a flexibilização do comércio, a Prefeitura manifestou preocupação com as regras que cada setor comercial deveria seguir para não gerar aglomerações nos comércios da cidade.

Porém, existe outro foco de preocupação para a reabertura das lojas: o transporte coletivo. Atualmente, segundo a Prefeitura, 33% dos usuários dos ônibus estão utilizando 65% da frota que está em circulação, porém, esse número de pessoas vai aumentar já que mais gente vai sair de casa para ir e voltar do trabalho.

Segundo o secretário municipal de Mobilidade e Transportes, Edson Caram, a alternativa será limitar a capacidade máxima de passageiros dentro de cada ônibus de acordo com o número de assentos. Ou seja, os ônibus só podem transportar pessoas sentadas e isso deve começar a partir de amanhã (6).

“O critério ideal para a cidade de São Paulo é que os passageiros andem sentados. O ônibus tem o limite dele e vai andar dentro desse limite, por isso que nós vamos soltar outros ônibus vazios pra essa mesma linha para que faça a recolha das pessoas que não foram atendidas no ônibus da frente que já estava com a sua capacidade esgotada. A orientação é pra ele [o motorista] não pegue mais ninguém [no percurso] porque logo atrás vem aquele ônibus que sai vazio do terminal pra ir pegando os passageiros que o ônibus da frente não pegou. É importante a população entender que, se o ônibus não parar, logo atrás virá um outro com condição de recolhê-la. Isso está sendo colocado no protocolo que nós estamos criando hoje (5) para, a partir de amanhã (6), isso começar a funcionar. A partir do protocolo é obrigação das empresas respeitarem isso”, explicou Edson Caram.

Ainda de acordo com o secretário, nesta sexta-feira (5), dois mil ônibus foram colocados à disposição do sistema e 600 ônibus estão em bolsões anexos aos terminais, caso haja necessidade de adequar a frota durante o dia.

Os dois primeiros setores aprovados pela Prefeitura a retornarem o atendimento ao público são as concessionárias de veículos e os escritórios. Cada setor tem regras a seguir como atendimento ao público por até 4 horas por dia, disponibilizar álcool gel 70%, uso obrigatório de máscaras para funcionários e clientes e horários de abertura e fechamento específicos que não podem coincidir com horários de pico (das 7h às 10h ou das 17h às 20h). Para o secretário municipal de transportes, esta última regra é a mais importante para que o transporte coletivo não entre em colapso, conforme mais pessoas voltem a trabalhar.

“Por isso que é importante você respeitar os horários de abertura e fechamento do comércio e por isso o escalonamento de horário: que você não coloque todo mundo dentro do sistema no mesmo momento. Se você diluir esse pessoal ao longo do dia, está mais do que provado que, com um terço do pessoal, o sistema está rodando confortavelmente. Se você conseguir diluir em três terços esse pessoal ao longo do dia, o sistema não vai entrar em colapso e vai funcionar normal. Vai depender do horário de escalonamento das empresas”, explicou.

No Metrô e CPTM, essa limitação de pessoas não é possível, informou Alexandre Baldy, secretário estadual de Transportes Metropolitanos. “O transporte sobre trilhos é um transporte em massa, totalmente diferente dos ônibus que são de baixa capacidade”, disse.

TENTATIVAS DE EVITAR AGLOMERAÇÕES

No início do mês de abril, a SPTrans teve que aumentar a frota de ônibus algumas vezes após registros de aglomerações em ônibus da capital. Isso porque, quando foi decretada a quarentena, 60% da frota foi reduzida mas boa parte da população continuou utilizando os veículos para trabalhar.

Em maio, a Prefeitura iniciou bloqueios em algumas vias da capital, com o intuito de gerar congestionamento e desestimular as pessoas a saírem de casa. Porém, esse trânsito prejudicou profissionais de serviços essenciais, como médicos, a chegarem ao trabalho.

Então, um rodízio de 24 horas foi imposto: carros com placa ímpar só podiam circular em dia ímpar e carros com placa par só podiam circular em dia par. No entanto, a medida não surtiu efeito e as taxas de isolamento social não passaram de 50% em dias úteis.

Desde o dia 18 de maio, o rodízio tradicional voltou a valer na cidade: das 7h às 10h e das 17h às 20h, na área do centro expandido, não podem circular veículos com placas de finais 1 e 2 (nas segundas-feiras), 3 e 4 (nas terças-feiras), 5 e 6 (nas quartas-feiras), 7 e 8 (nas quintas-feiras), 9 e 0 (nas sextas-feiras).


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1 COMENTÁRIO

  1. Isso só vai funcionar em terminais!Em bairros,onde as pessoas são coletadas para os terminais,os ônibus já saem lotados!Isso não vai funcionar na prática

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