Aumenta o número de motoristas de ônibus mortos pela Covid-19, informa Sindicato

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A Zona Sul ainda lidera no número de casos confirmados e suspeitos de motoristas infectados pelo coronavírus. A categoria já fez manifestação no Terminal Santo Amaro pedindo 100% da frota nas ruas e mais segurança para evitar aglomerações após a reabertura do comércio


O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas) registrou um aumento no número de mortes e casos de motoristas infectados pelo novo coronavírus.

Até o dia 13 de junho, 40 motoristas morreram: a maioria (15) trabalhava na região da Zona Leste e o restante entre as Zonas Sul/Sudeste (14), na Zona Oeste (10) e Zona Norte (1). Até o dia 20 de maio, foram 35 mortes.

Também houve um aumento expressivo nos casos confirmados (155) e suspeitos (707) de motoristas infectados, e a maioria trabalha em empresas de ônibus que circulam na Zona Sul:

• são 83 ocorrências confirmadas nas linhas de ônibus que operam nas Zonas Sul/Sudeste contra 72 casos somados das outras regiões. Até 20 de maio, a Zona Sul tinha 72 confirmações;

• são 517 casos a espera de confirmação nas Zonas Sul/Sudeste e 190 casos suspeitos de motoristas com coronavírus nas Zonas Leste, Oeste e Norte. Até 20 de maio, a Zona Sul tinha 402 suspeitas.

“Tememos que o problema possa fugir de controle se os coletivos continuarem superlotados, expondo a maiores riscos de contágio condutores e passageiros. Os ônibus podem virar incubadoras do coronavírus”, disse Valmir Santana da Paz (Sorriso), presidente em exercício do Sindmotoristas.

Na última semana, um grupo de motoristas fez uma manifestação no Terminal Santo Amaro pedindo que 100% da frota de ônibus esteja nas ruas para atender os passageiros, já que, com a reabertura de alguns setores comerciais, mais pessoas recomeçaram a utilizar o transporte público.

Para evitar aglomeração, a Prefeitura recomendou que os veículos só transportem passageiros sentados. Porém, nos primeiros dias desta medida, algumas linhas de ônibus da Zona Sul estavam lotadas, como na 6115-10 (Cantinho do Céu/Terminal Grajaú) e 5362-10 (Praça da Sé/Residencial Cocaia).

Inicialmente, a Prefeitura informou que colocaria 92% da frota nas ruas e, segundo o Sindmotoristas, a gestão municipal assumiu o compromisso de recolocar 100% dos veículos a disposição da população. “Com os protestos, conseguimos colocar nas ruas 92% dos ônibus. Mas, é preciso que fique claro para as autoridades: só ficaremos satisfeitos quando formos plenamente atendidos com 100% da frota circulando. Não se pode ignorar os reflexos da flexibilização da quarentena. É público e notório que existe superlotação nos coletivos, principalmente, nas linhas que fazem a periferia. Se não houver condições de se manter o distanciamento social dentro dos ônibus, milhares de pessoas, entre condutores e passageiros, ficarão cada vez mais vulneráveis ao contágio do coronavírus”, disse o presidente do sindicato.

De acordo com um estudo do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coope), da Universidade Federal do Rio de Janeiro, apontou que, motoristas e cobradores de ônibus estão no grupo de profissionais com o maior risco de contaminação da Covid-19.

A Prefeitura informou que adotou uma série de medidas de proteção no transporte, como a obrigatoriedade do uso de máscaras em ônibus e terminais; a veiculação de mensagens sonoras nos 31 terminais de ônibus com dicas e orientações para prevenção da covid-19; sinalização das plataformas com a distância de um metro entre os usuários; uso de cortinas em formato de “L” nos postos dos motoristas, para evitar o contágio.


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