Zona Sul tem mais de 10 óbitos de motoristas de ônibus pelo coronavírus, segundo Sindicato

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No total, foram contabilizados 35 motoristas mortos pela doença, até o dia 20 de maio, em toda a cidade. A Zona Sul/Sudeste lidera em casos suspeitos e confirmados


De acordo com o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas), até o dia 20 de maio, foram registradas 35 mortes (confirmadas e suspeitas) entre motoristas de ônibus da capital paulista em decorrência do coronavírus.

Um levantamento feito pela Secretaria de Saúde do Sindmotoristas também revela que, até essa data, havia 520 casos suspeitos da doença entre os motoristas, além de 131 casos confirmados.

“O sindicato está bastante preocupado com os últimos dados, as ocorrências não param de crescer. Os dirigentes intensificaram a presença nas garagens para alertarem os companheiros sobre a necessidade de se protegerem, usando sempre máscara e álcool em gel. Também, não dão folga às empresas de ônibus, que por meio de medida judicial, são obrigadas a fornecerem EPIs”, informou o Sindmotoristas.

Das mortes contabilizadas, 12 são em empresas que atuam na Zona Leste; 12 entre as Zonas Sul/Sudeste; 10 na Zona Oeste e 1 na Zona Norte.

No entanto, entre os casos confirmados e suspeitos de coronavírus, as Zonas Sul/Sudeste lideram em disparada:

• são 72 ocorrências confirmadas nas linhas de ônibus que operam nas Zonas Sul/Sudeste contra 59 casos somados das outras regiões;

• e, enquanto as Zonas Leste, Oeste e Norte contabilizam 118 casos suspeitos de motoristas com coronavírus, as Zonas Sul/Sudeste registram 402 casos a espera de confirmação.

Em abril, um estudo do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coope), da Universidade Federal do Rio de Janeiro, apontou que, motoristas e cobradores de ônibus estão no grupo de profissionais com o maior risco de contaminação da Covid-19.

“O mapeamento contempla 2.539 ocupações e abrange todo o país. É dividido em 13 grupos ocupacionais, de profissionais da agropecuária e pesca aos do setor de transportes. Esse último, segundo o estudo, concentra uma grande quantidade de profissionais com risco de infecção, a exemplo dos 350 mil motoristas de ônibus urbanos e rodoviários, cujo índice de risco é superior a 70%”, informa o estudo.

A Prefeitura de São Paulo não confirmou os números apresentados pelo Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo, porque “não divulga informações sobre casos específicos de pacientes, sejam eles suspeitos ou confirmados”.

Em março, a Prefeitura de São Paulo prometeu intensificar a limpeza dos ônibus para evitar o contágio do coronavírus entre os passageiros que ainda utilizam o transporte coletivo, mesmo em meio a quarentena. Foi recomendado que:                                                             

  • a limpeza em banheiros de terminais seja feita com mais regularidade;
  • os 31 terminais de ônibus da capital emitam avisos sonoros de prevenção;
  • seja reforçada a limpeza e higienização dos ônibus, principalmente em partes em que muitas pessoas tocam, como as barras de apoio;
  • motoristas e cobradores reforcem seus cuidados, lavando as mãos sempre que terminarem uma viagem;
  • idosos devem evitar usar o transporte público, principalmente em horário de pico, já que há muitas pessoas nos pontos de parada.

Sobre medidas de higiene adotadas para prevenir motoristas, cobradores e passageiros, a administração municipal disse que “as empresas estão autorizadas a usar cortinas em formato de ‘L’ nos postos dos motoristas para evitar o contágio pelo novo coronavírus.  A SPTrans também sinalizou a distância de 1 metro entre os usuários nas plataformas para aguardar o embarque nos terminais”.

Desde o dia 4 de maio, o uso de máscara facial é obrigatório dentro dos ônibus municipais e intermunicipais (da EMTU); nos trens do Metrô e CPTM; e em táxis e transporte por aplicativo. Segundo a Prefeitura, no caso dos ônibus, o uso de máscaras é obrigatório para “todos os passageiros, motoristas e cobradores (…) desde o momento do embarque”. A obrigatoriedade das máscaras será até o fim da situação de emergência e o estado de calamidade pública decorrentes da Covid-19.

Até agora, segundo a gestão municipal, a SPTrans contabilizou 30 autuações às empresas de ônibus pelo descumprimento à determinação do uso de máscaras de proteção no transporte público municipal entre 5 e 25 de maio, das quais oito delas receberam o comunicado mais de uma vez. “Os usuários do transporte coletivo têm aderido ao uso obrigatório de máscara de proteção e as equipes da SPTrans permanecem fiscalizando e, caso a determinação seja descumprida, a multa aplicada será de 750 tarifas [R$3.300] às empresas concessionárias de transporte”.


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