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sexta-feira, 27 maio, 2022
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    Vila Olímpia e Itaim Bibi registram as piores quedas de consumo em restaurantes, revela pesquisa

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    Como a maioria dos escritórios estão fechados e as pessoas estão trabalhando em casa, os restaurantes em áreas comerciais registraram queda no consumo e paralisação das atividades. Por outro lado, restaurantes em áreas residenciais viram o rendimento crescer com a nova demanda de profissionais em home office


    Como centenas de pessoas ainda estão trabalhando em casa e muitas empresas pretendem manter esse modelo de trabalho no fim da quarentena, a tendência é que mais pessoas passem a consumir refeições de restaurantes localizados em bairros residenciais.

    Segundo uma pesquisa da empresa Sodexo, houve uma queda de 34,5% no consumo entre os principais restaurantes da cidade de São Paulo, entre os meses de abril e junho. A queda nos restaurantes localizados em bairros comerciais foi ainda maior: 77,13%.

    “Vai haver esse crescimento da demanda por uma boa refeição caseira, um bom restaurante por kilo, um bom restaurante de prato feito, mas em bairros tradicionalmente residenciais. A gente acha que os escritórios vão continuar existindo, mas uma parte maior das pessoas vão trabalhar de casa”, disse Fernando Cosenza, vice-presidente de marketing da Sodexo.

    Analisando por bairro, a queda mais brusca no consumo aconteceu na Vila Olímpia, em que 89% dos restaurantes viram os clientes sumirem. Já na Vila Mascote, área mais residencial, houve aumento de 67% no consumo dos restaurantes já que muitas pessoas em home office passaram a pedir refeições na hora do almoço.

    Além da Vila Mascote, os bairros que mais registraram aumento no consumo dos restaurantes foram: Jardim Peri Peri (60%), Arthur Alvim (39%), Água Fria (24%), Vila Carrão (12%) e Freguesia do Ó (5%).

    Os bairros empresariais com maior impacto negativo no consumo e maiores índices de inatividade, ou seja, os restaurantes que ficaram totalmente parados são:

    • Vila Olímpia: 89% queda de consumo | 51% de inativação
    • Itaim Bibi: 82% queda de consumo | 39% de inativação
    • Centro: 81% queda de consumo | 45% de inativação
    • Bela Vista: 77% queda de consumo | 35% de inativação
    • Consolação: 77% queda de consumo | 37% de inativação
    • Pinheiros: 76% queda de consumo | 34% de inativação
    • Vila Mariana: 68% queda de consumo | 30% de inativação
    • Santo Amaro: 67% queda de consumo | 35% de inativação

    De acordo com uma pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), 59% dos comerciantes do setor não pretendem reabrir por enquanto por causa das atuais regras sanitárias e por terem preocupação com a contaminação de clientes e funcionários.

    Na região do Brooklin, Zona Sul da capital paulista, essa tendência é seguida: de acordo com uma pesquisa feita pela Inova Berrini (portal de comunicação local de empresas, comércios e moradores), que entrevistou 24 donos de restaurantes, bares, lanchonetes e padarias, 17% preferem permanecer fechados para atendimento presencial. Por outro lado, 67% tinham intenções de reabrir.

    A pesquisa da Inova Berrini também mostrou que 25% dos empresários demitiram mais da metade do quadro de funcionários e 25% demitiram menos da metade. Os outros 50% conseguiram manter todos os colaboradores, mesmo com a diminuição da receita.

    “As decisões tomadas para suportar tanto tempo fechado passaram pela renegociação de aluguel para 68% dos entrevistados, sendo que a maioria conseguiu até 50% de desconto. Do total de restaurantes consultados, apenas quatro restaurantes recorreram aos benefícios da Medida Provisória 944/2020 – Programa Emergencial de Suporte a Empregos, para financiar a folha de pagamento. A maioria investiu no delivery para compensar as perdas na receita. Três entrevistados resolveram permanecer fechados durante a pandemia para evitar despesas maiores”, explica a Inova Berrini.


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