SP registra 90 áreas de Mata Atlântica desmatadas nos últimos cinco anos, principalmente em Parelheiros e Capela do Socorro

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São cerca de 500 mil árvores derrubadas, em Áreas de Proteção Ambiental, para construção de moradias irregulares e descarte clandestino de entulho. Na Zona Sul, cerca de 281 mil m² foram desmatados por causa da falta de moradia


Nos últimos cinco anos, a capital paulista acumulou, pelo menos, 90 novas áreas de desmatamento de Mata Atlântica. Essa informação foi divulgada pelo vereador Gilberto Natalini, que realizou um dossiê sobre as áreas verdes da cidade.

Em São Paulo, são cerca de 500 mil árvores derrubadas, em Áreas de Proteção Ambiental (APAs), principalmente para construção de moradias irregulares e para o descarte clandestino de entulho. Essas APAs abrigam nascentes de rios que abastecem a Represa do Guarapiranga, responsável por fornecer água para mais de cinco milhões de pessoas da Zona Sul de São Paulo.

“A prática criminosa provoca ao mesmo tempo a eliminação da cobertura vegetal e a contaminação do solo. É inaceitável que essas “organizações”, existentes em grande número no Município, não sejam cabalmente combatidas pelo poder público e sigam impunes com suas atividades criminosas”, explica o dossiê.

Na Zona Sul, cerca de 281 mil m² foram desmatados por causa da falta de moradia. Na Estrada do Paiolzinho, em Parelheiros, o desmatamento da floresta nativa supera os 2 mil m². Já na região da Cidade Dutra, o desflorestamento chega a 215 mil m².

Neste levantamento foram identificadas 11 áreas invadidas ou desmatadas, entre os distritos de Jardim Ângela, Cidade Dutra, Grajaú, Marsilac e Parelheiros.

Um dos loteamentos visitados, na Avenida Jaceguava, perto da Represa Guarapiranga, foi dividido em 500 terrenos de 125 m². Cada terreno é vendido a R$ 75 mil, total de 37,5 milhões.

O dossiê denuncia que “para que os desmates criminosos passem despercebidos das autoridades e da população em geral, os responsáveis pelos ‘empreendimentos’ mantêm árvores nas bordas das áreas que estão sendo devastadas, de modo que as pessoas passam nas proximidades sem notar as clareiras abertas no interior da cobertura vegetal”.

As áreas citadas no dossiê somam 2.952.950 de metros quadrados. O levantamento calcula: para cada 6 m², 46 áreas estudadas já abrigaram 492.271 árvores, ou seja, quase meio milhão de árvores.

PREFEITURA

Informou que “os 90 locais apontados pelo relatório já são pontos monitorados e recebem ações da Guarda Civil Metropolitana (GCM) , em conjunto com as Subprefeituras. Só em 2019, a GCM realizou mais de 6 mil rondas, mais de 600 desocupações e mais de 50 ações para coibir o descarte irregular de resíduos nas áreas ambientais ameaçadas de degradação”.

GOVERNO

Informou que “neste ano realizou 588 fiscalizações que resultaram em 90 autos de infração ambiental nas Áreas de Proteção e Recuperação de Mananciais nas zonas Sul e Norte da capital paulista”.


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