Ônibus da Zona Sul ainda registram aglomeração, após Prefeitura determinar apenas passageiros sentados

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A nova medida foi anunciada após a Prefeitura iniciar reabertura do comércio, o que vai impactar no número de passageiros. O prefeito Bruno Covas disse que a situação deve ser resolvida até o fim da semana, para que o secretário municipal de Mobilidade e Transportes continue no cargo


No primeiro dia útil da nova determinação da Prefeitura para os ônibus da capital, de que nenhum veículo pode transportar passageiros em pé, o que se viu em alguns locais da cidade foi o que se vê todos os dias: aglomeração.

A nova medida foi anunciada na última sexta-feira (5), após a Prefeitura aprovar os protocolos sanitários de dois setores comerciais (concessionárias e escritórios) e permitir a reabertura ao público. Isso significa que a retomada no comércio vai aumentar, gradualmente, o número de pessoas utilizando o transporte coletivo.

Nesta segunda-feira (8), na Av. Dona Belmira Marin, no Grajaú, as linhas 6115-10 (Cantinho do Céu/Terminal Grajaú) e 5362-10 (Praça da Sé/Residencial Cocaia) registraram muita aglomeração de pessoas no período da manhã.

Na sexta-feira (5), quando anunciou a medida, o secretário municipal de Mobilidade e Transportes disse que seria uma obrigação das empresas limitar a capacidade máxima de passageiros dentro de cada ônibus de acordo com o número de assentos.

“O critério ideal para a cidade de São Paulo é que os passageiros andem sentados. O ônibus tem o limite dele e vai andar dentro desse limite, por isso que nós vamos soltar outros ônibus vazios pra essa mesma linha para que faça a recolha das pessoas que não foram atendidas no ônibus da frente que já estava com a sua capacidade esgotada. A orientação é pra ele [o motorista] não pegue mais ninguém [no percurso] porque logo atrás vem aquele ônibus que sai vazio do terminal pra ir pegando os passageiros que o ônibus da frente não pegou. É importante a população entender que, se o ônibus não parar, logo atrás virá um outro com condição de recolhê-la. Isso está sendo colocado no protocolo que nós estamos criando hoje (5) para, a partir de amanhã (6), isso começar a funcionar. A partir do protocolo é obrigação das empresas respeitarem isso”, explicou Edson Caram.

Hoje (8), porém, o discurso mudou de obrigatoriedade para recomendação. “Vamos deixar claro que não é uma obrigatoriedade e sim uma recomendação. Logicamente, hoje é o primeiro dia de operação, problemas acontecem. A SPTrans está toda na rua pra verificar quais são esses problemas e fazer as readequações necessárias. Quero deixar bem claro à população, um pedido de desculpas inclusive, no sentido de que, nesse primeiro momento esses problemas podem acontecer, mas tenha certeza de que nós estamos trabalhando para realizar um serviço bem feito”, disse o secretário.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, disse que a situação deve ser resolvida até o fim da semana, para que o secretário continue no cargo. “O secretário municipal de transportes havia me dito que garantia que nessa semana não haveria passageiro em pé. Hoje pela manhã os números que a gente tem é que 5% das linhas nós tínhamos passageiro em pé. O secretário tem até sexta-feira (12) para conseguir fazer isso. Se até sexta-feira ele não conseguir fazer isso, a partir da segunda (15) é outro secretário que vai tentar fazer isso”, afirmou o prefeito.

A SPTrans afirmou que reforçou a frota de ônibus nesta segunda-feira com mais 784 veículos dos dois mil previstos inicialmente. “O reforço é mais uma medida para reduzir a disseminação do vírus e os impactos de uma pandemia de caráter global na rotina do município. Com isso, a frota em circulação será de 9.178 veículos ou 71,62% da frota operacional nos dias úteis pré-quarentena, sem oscilação nos entre picos. Para evitar aglomerações, a administração municipal estabeleceu o escalonamento na entrada e saída dos trabalhadores dos comércios e serviços autorizados a funcionar novamente de forma presencial. Dessa forma, com o horário de pico diluído, a SPTrans já enviou uma circular para as empresas concessionárias de ônibus orientando para que as viagens sejam realizadas sem exceder a capacidade máxima de passageiros sentados. Assim, os motoristas terão autorização para não parar em pontos de embarque caso o ônibus já tenha todos seus assentos ocupados”.


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