Na Zona Sul, dois bairros estão no ranking dos cinco distritos com as menores taxas de morte por Covid-19

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De acordo com o Centro de Contingência contra a Covid-19 o contágio está mais alto neste mês de dezembro do que em julho, mês do primeiro pico da pandemia. Especialistas alertam que as pessoas devem evitar aglomerações e viagens de fim de ano


De acordo com dados do Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade (PRO-AIM), da Secretaria Municipal da Saúde, Grajaú e Pedreira são os únicos bairros da Zona Sul que estão no ranking dos cinco distritos com as menores taxas de morte por Covid-19.

Confira a lista dos 5 distritos com as menores taxas de morte (confirmadas e suspeitas), a cada 100 mil habitantes:

• Anhanguera (Zona Norte) – 109
• Vila Andrade (Zona Sul) – 118
• Grajaú (Zona Sul) – 128
• São Rafael (Zona Norte) – 131
• Pedreira (Zona Sul) – 134

A taxa de mortes do PRO-AIM é de 190, porém, 45 distritos ultrapassam este número registrando as maiores taxas de morte (confirmadas e suspeitas), a cada 100 mil habitantes. Os cinco principais distritos são:

• Belém (Zona Leste) – 271
• Brás (Centro) – 267
• Água Rasa (Zona Leste) – 265
• Freguesia do Ó (Zona Norte) – 252
• Mooca (Zona Leste) – 250

Segundo o último Inquérito Sorológico com Adultos, realizado pela Prefeitura, 13,6% da população paulistana já foi infectada pela Covid-19, sendo que 38% foram assintomáticos (não apresentaram sintomas da doença).

Na maioria das fases do Inquérito, a Zona Sul esteve à frente na quantidade de pessoas infectadas: 7,5% na Fase 0; 11% na Fase 1; 16% na Fase 2; 14,7% na Fase 3; 14,1% na Fase 4 e 12,1% na Fase 5.

O pico da pandemia da Covid-19 foi entre março e julho, mas, após a flexibilização da quarentena (quando as pessoas voltaram a circular pela cidade), os casos voltaram a subir. De acordo com a Fundação Seade, do Governo de SP, até a última quinta-feira (10), a capital paulista já havia registrado 14.868 mortes por Covid-19.

De acordo com o Centro de Contingência contra a Covid-19 o contágio está mais alto neste mês de dezembro do que em julho, mês do primeiro pico da pandemia. Além disso, entre novembro e dezembro, a média de novos casos de coronavírus no Estado cresceu de 20 mil para 40 mil, sendo que no primeiro pico da pandemia, esse crescimento levou três meses para acontecer.

“Então isso requer um cuidado muito grande no mês de dezembro. Primeiro nós temos que retomar a questão do fique em casa e aquela saudação que nós fazemos normalmente ‘boas festas’, nós temos que abolir, nós temos que trocar ‘boas festas’ por ‘fique em casa’”, disse José Medina, coordenador do Centro de Contingência da Covid-19.


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