Mapa mostra mais de 1.500 mortes por coronavírus em bairros da Zona Sul de SP

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Um boletim divulgado pela Prefeitura em abril informa que o risco de morrer por Covid-19 na periferia chega a ser 10 vezes maior do que no centro da cidade. Além disso, a doença também atinge com força a população preta e parda que tem 62% mais chance de morrer pela doença do que pessoas brancas, segundo o Observatório Covid-19


De acordo com um relatório divulgado pela Prefeitura de São Paulo, a Zona Sul de São Paulo registrou 1.560 mortes (confirmadas e suspeitas), por coronavírus, até o dia 27 de maio.

Foram: 7 mortes em Marsilac, 21 na Capela do Socorro, 42 em Moema, 44 em Santo Amaro, 58 em Campo Grande, 59 em Pedreira, 60 no Itaim Bibi, 63 no Campo Belo, 77 em Parelheiros, 86 no Campo Limpo, 110 em Cidade Dutra, 123 no Jabaquara, 151 na Cidade Ademar, 156 no Jardim Ângela, 157 no Jardim São Luís, 163 no Capão Redondo e 183 no Grajaú.

Levando em consideração os 20 distritos mais pobres da cidade, a Zona Sul também registra aumentos expressivos na quantidade de óbitos, entre 17 de abril e 27 de maio: segundo a Secretaria Municipal de Saúde, as mortes nesse período aumentaram 578% no Jardim Ângela; 454% no Grajaú; 541% em Parelheiros; 393% no Capão Redondo e 391% em Pedreira.

De acordo com o mesmo relatório, em alguns bairros da capital paulista, a grande quantidade de óbitos por Covid-19 está estritamente relacionada a uma grande movimentação de pessoas, o que indica desrespeito às regras de distanciamento social, a medida mais eficaz para evitar o contágio pela doença.

Um boletim divulgado pela Prefeitura em abril informa que o risco de morrer por Covid-19 na periferia chega a ser 10 vezes maior do que no centro da cidade. Além disso, a doença também atinge com força a população preta e parda, que mora, justamente, nas regiões mais afastadas do Centro, segundo a Rede Nossa São Paulo. Outra análise feita pela Prefeitura com pesquisadores do Observatório Covid-19, mostra que a população negra tem 62% mais chance de morrer pela doença do que pessoas brancas.

“Isso acontece por duas razões básicas: muitos vivem na periferia, onde a letalidade do vírus é maior, e pela prevalência na comunidade negra de comorbidades importantes como a hipertensão e diabetes. Nossa cidade tem 40% de pretos e pardos em sua população. E sobre eles pesam indicadores socioeconômicos desproporcionais”, afirmou o prefeito Bruno Covas.

Enquanto a capital se prepara para reabrir alguns comércios não essenciais, o Governo do Estado prevê que o número de casos confirmados de Covid-19 dobre ainda no mês de junho. Hoje (3), o Estado chegou a 123.483 casos confirmados e 8.276 mortes. Porém, segundo uma projeção feita por especialistas, a quantidade de pessoas infectadas pela doença pode subir entre 190 mil e 265 mil.

“Não há surpresa nos números que estão sendo anunciados todos os dias, em casos e em óbitos. A mesma projeção que o governo de SP fez para o passado se confirmou. Os números apresentados estão previstos nos cenários, lembrando que são a referência para o sistema de saúde”, disse o vice-governador Rodrigo Garcia (DEM).

A previsão da Prefeitura, no entanto, é alcançar, até o fim do mês, a Fase 3 da reabertura do comércio quando poderão abrir bares/restaurantes e salões de beleza. “Dos cinco itens, o mais difícil de passar para fase três é a quantidade de ocupação dos leitos de UTI. A expectativa da Prefeitura é que, de repente, ainda este mês a gente possa ser classificado dentro da fase três”, disse o prefeito.

Atualmente, a cidade de São Paulo está na Fase 2 que permite abrir, mediante autorização da Vigilância Sanitária, as atividades imobiliárias, concessionárias, escritórios, comércio e shoppings centers.


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