Largo 13, em Santo Amaro, registra aglomeração de pessoas e vendedores ambulantes, desrespeitando a quarentena

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O índice de isolamento que o Governo do Estado mede com base nos sinais de celulares só tem ficado acima de 50% nos finais de semana, mas o ideal é que 70% das pessoas fiquem em casa para evitar contaminação pelo coronavírus e um colapso no sistema de saúde


As autoridades já cansaram de falar: o ideal é que 70% da população fique em casa para evitar contaminação pelo coronavírus e um colapso no sistema de saúde. Porém, algumas pessoas não têm seguido a recomendação.

Nesta segunda-feira (27), dois locais foram palcos de aglomeração de pessoas: na região do Largo 13, em Santo Amaro, os pontos de ônibus da Av. Adolfo Pinheiro estavam cheios de pessoas, além de vendedores ambulantes que tentavam vender seus produtos; e o Brás, o principal ponto de comércio popular da cidade, que também tinha muitos ambulantes que só foram embora quando a Polícia chegou.

A aglomeração também pode ser medida pelo trânsito: na manhã de hoje, a CET registrou 9 km de congestionamento na capital, às 9h da manhã, o que, em dias de quarentena significa muito. Na quarta-feira (22) passada, a capital registrou seu maior congestionamento desde o início da quarentena: 19 km de lentidão.

Enquanto em alguns países, como na Espanha e Itália, o número de mortes está caindo e os Governos estão flexibilizando a quarentena, no Brasil, o número de mortes sobe e as pessoas têm retornado as ruas.

O índice de isolamento que o Governo do Estado mede com base nos sinais de celulares só tem ficado acima de 50% nos finais de semana: no último sábado (25) foi de 52% e 58% no domingo (26). “Eu me deparei com postos de gasolina com dezenas de jovens, sem máscara, como se nada estivesse acontecendo. Isto é muito grave. Nós estamos num momento em que não pode haver qualquer relaxamento na política de distanciamento”, disse David Uip, chefe do Centro de Contingência no combate ao coronavírus em São Paulo.

Segundo o Governo de SP, a quarentena, que acaba no próximo dia 10, pode não ser flexibilizada se o isolamento não ficar em, pelo menos, 50%. “É importante que as pessoas sigam a recomendação médica e de saúde, fiquem em casa. Se vocês ficarem em casa vão proteger suas vidas, a vida dos seus familiares e vão nos ajudar também a passarmos mais rapidamente por essa crise no âmbito da saúde, no âmbito social e no âmbito econômico. Nós não poderemos fazer flexibilização se não tivermos um índice mínimo de 50% de pessoas em casa”, afirmou Doria.

Nesta segunda-feira (27), o Estado de São Paulo contabilizou 1.825 mortes, com mais de 20 mil casos confirmados.


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