Bairros da Zona Sul de SP divergem em taxa de isolamento social durante a quarentena

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No extremo da Zona Sul, a taxa de isolamento ultrapassa 70%, porém, em bairros mais próximos ao centro, o isolamento não chega a 40%. A meta do Governo de SP é garantir que 70% da população fique em casa para que não faltem leitos nos hospitais


Segundo o Governo de São Paulo, os maiores índices de isolamento no último feriado (21) foram detectados no extremo Sul da capital: em Marsilac (79%) e Parelheiros (70%). Já seguindo para o centro da cidade, no Alto da Boa Vista, apenas 37% das pessoas ficaram em casa e, na Vila Nova Conceição, apenas 33%.

O bairro com maior taxa de isolamento na Zona Leste foi em Ermelino Matarazzo (66%), seguido da Vila Leopoldina (43%), na Zona Oeste.

Porém, um monitoramento feito pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), com base no número de celulares ligados e no uso de aplicativos, mostrou que no dia 13 de abril, um dos maiores pontos de aglomeração na capital foi também na Zona Sul: no Grajaú, perto da Av. Senador Teotônio Vilela, onde fica o Terminal de ônibus e a estação da CPTM, além do Rodoanel, que dá acesso a região de Parelheiros.

A circulação de pessoas tem reflexo direto nos índices de distanciamento social. No geral, a taxa de isolamento tem variado no Estado de SP: entre 50% e 57%, bem longe da meta do Governo de SP, que quer garantir um isolamento de 70% da população, para que não faltem leitos nos hospitais. “Se nós conseguirmos aumentar o distanciamento social, que estava em média de 54%, para 70%, o número de leitos no estado de São Paulo será suficiente para essa primeira onda epidêmica. Se nós não aderirmos a essa proposta do estado, nós teremos mais dificuldade com leitos”, explicou o infectologista David Uip, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus.

A quarentena no Estado de São Paulo está prevista para terminar no dia 10 de maio e, a partir do dia 11, o comércio deve reabrir de maneira gradual. Porém, o governador do Estado, João Doria, já disse que, se as pessoas não respeitarem a quarentena, pode rever a reabertura do comércio nas regiões em que a taxa de isolamento for menor que 50%.

“É importante que as pessoas sigam a recomendação médica e de saúde, fiquem em casa, se vocês ficarem em casa vão proteger suas vidas, a vida dos seus familiares e vão nos ajudar também a passarmos mais rapidamente por essa crise no âmbito da saúde, no âmbito social e no âmbito econômico também. Nós não poderemos fazer flexibilização se não tivermos um índice mínimo de 50% de pessoas em casa”, afirmou Doria.


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