Hospital do M’Boi Mirim ganha 100 leitos e se torna referência para tratamento do Covid-19 em SP

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Os leitos foram instalados em uma estrutura anexa ao Hospital e que será permanente depois da pandemia. A promessa da Prefeitura é, até o final de maio, criar 1.361 novos leitos de UTI na capital paulista


Nesta segunda-feira (27), o Hospital do M’Boi Mirim ganhou mais 100 leitos de baixa complexidade para o tratamento de pacientes com Covid-19. Os novos leitos foram instalados em uma estrutura anexa ao Hospital e que será permanente depois da pandemia. Como os leitos são para pacientes de enfermaria, os pacientes mais graves são atendidos nas dependências do Hospital.

Ao todo, com esses 100 novos leitos, o Hospital do M’Boi Mirim contabiliza 280 leitos. Até a manhã desta segunda-feira (27), 101 leitos já estavam ocupados. Dos 104 leitos de UTI do Hospital, 67 estão ocupados. Esses novos leitos foram doados por um grupo de empresários, num custo de R$ 13 milhões.

 “São mais 100 leitos de enfermagem, totalizando 514 leitos no Hospital do M’ Boi Mirim, específicos na luta do combate ao coronavírus. Aqui se torna a maior estrutura da América Latina com leitos exclusivos, dedicados ao coronavírus. Só nessa parte nova são mais 574 profissionais que vão ser contratados. Os leitos entram no sistema de regulação do município hoje, para que possam ser utilizados na luta que a cidade vem tendo na questão do coronavírus”, disse o prefeito Bruno Covas.

Segundo a Prefeitura, os novos leitos vão liberar espaço na parte principal do Hospital, com a ampliação de 130 leitos de UTI. “Esta ampliação será possível pelas doações de equipamentos que o Einstein [Hospital Albert Einstein] está realizando (ex: ventiladores, monitores), utilizando recursos próprios e doações que foram captadas pela Instituição e direcionadas ao M´Boi Mirim. Após a pandemia, os leitos serão incorporados à operação regular do Hospital Municipal M’Boi Mirim, o que é importante para adequar o hospital à grande demanda regular de atendimento”.

A promessa da Prefeitura é, até o final de maio, criar 1.361 novos leitos de UTI na capital paulista. Metade desses leitos devem ser entregues já no final de abril, ou seja, nesta semana. No total, entre enfermaria e UTI, a Prefeitura quer entregar 3.630 leitos.

“Nós tínhamos até o final do ano [passado] e começo deste ano 507 leitos de UTI na cidade administrados pela Prefeitura. A ideia inicial era dobrar a quantidade de leitos, com mais 600. Depois, vínhamos trabalhando até a semana passada com a ampliação de 930 leitos de UTI e, agora, a gente já trabalha com a ampliação de mais 1.361 leitos de UTI aqui na cidade, dos quais metade deve ser entregue até o fim desse mês de abril e a outra metade até o fim de maio”, disse o prefeito Bruno Covas.

De acordo com o Governo do Estado, até ontem (26), 2.908 pessoas estavam internadas em UTIs e 4.619 estavam nas enfermarias. Na capital, esse número chega a 74% de leitos ocupados, porque mais de 1.100 pessoas estão internadas em hospitais municipais: mais de 340 em enfermarias e mais de 330 em UTIs.

Já nos Hospitais de Campanha, feitos para pacientes de baixa complexidade da doença, são mais de 350 pacientes no Anhembi e mais de 130 no Pacaembu.

Muitos desses pacientes, porém, ainda não tem a comprovação se estão infectados pelo coronavírus porque, segundo a Prefeitura, o número de exames aguardando resultados já passa de oito mil. O Governo, no entanto, afirma que conseguiu zerar a fila de exames.


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