Hospital Municipal da Capela do Socorro recebe 1ª miniusina de oxigênio

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A próxima miniusina também será instalada na Capela do Socorro até o dia 10 de abril. No total, a Prefeitura vai implantar 19 miniusinas de oxigênio em hospitais da capital paulista, já que o agravamento da pandemia da Covid-19 aumentou o consumo em 121%, apenas no mês de março. Segundo o Conselho Municipal de Secretários da Saúde, 120 cidades do Estado de SP estão com nível crítico de abastecimento de oxigênio


Nesta quarta-feira (31), a Prefeitura entregou a primeira das 19 miniusinas de oxigênio que serão instaladas em hospitais da capital paulista. Essa primeira instalação aconteceu no Hospital Municipal da Capela do Socorro, que ainda vai receber outra miniusina até o dia 10 de abril, ambas com produção de 58m³/hora.

Outras unidades de saúde da Zona Sul também vão receber as miniusinas de oxigênio:

  • UPA JABAQUARA | 1 miniusina com produção de 29 m³/hora
  • HOSPITAL DIA CAMPO LIMPO | 1 miniusina com produção de 20 m³/hora
  • HOSPITAL DIA M’BOI MIRIM 1 | 1 miniusina com produção de 20 m³/hora
  • HOSPITAL DIA M’BOI MIRIM 2 | 1 miniusina com produção de 20 m³/hora
  • HOSPITAL DIA CIDADE ADEMAR | 1 miniusina com produção de 20 m³/hora

No geral, as miniusinas serão instaladas em hospitais Dia e em Unidades de Pronto Atendimento (UPA) para que essas unidades não tenham que transferir pacientes para hospitais maiores em caso de falta de oxigênio. As 19 miniusinas terão capacidade para produzir 9 mil m³ de oxigênio por dia, abastecendo 900 cilindros diariamente. Assim, será possível garantir o funcionamento de 807 leitos (596 de enfermaria e 211 de Unidade de Terapia Intensiva).

O projeto das miniusinas de oxigênio surgiu porque o agravamento da pandemia da Covid-19 aumentou em 121%, apenas no mês de março, o consumo de oxigênio na rede hospitalar da capital. A Prefeitura já disse várias vezes que não há falta de oxigênio na cidade, mas reconhece que existe dificuldade em levar oxigênio suficiente para todas as unidades de saúde da capital.

Por isso, a gestão municipal mudou o protocolo de atendimento para economizar oxigênio e atender todos os pacientes. “Temos que enfatizar a importância do uso consciente do oxigênio, por exemplo, o máximo que pode dar de oxigênio é 15 milímetros por minuto. Precisamos tomar o cuidado de não deixar o oxigênio ficar vazando, verificar bem as conexões”, disse Luiz Carlos Zamarco, secretário-adjunto municipal da Saúde.

No geral, 120 cidades do Estado de São Paulo estão com nível crítico de abastecimento de oxigênio, de acordo com levantamento feito pelo Conselho Municipal de Secretários da Saúde. A informação, no entanto, foi negada pelo governador do Estado. “Oxigênio não faltará em SP. Não falta, e não faltará. Temos usina e temos abastecimento. O que nós precisamos é de cilindros. Para que esses cilindros possam chegar até a ponta, nas pequenas UBS”, afirmou João Doria.

Diante disso, o Governo de São Paulo anunciou a compra de 2 mil cilindros de oxigênio que serão enviados para os municípios do Estado.


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