Prefeitura anuncia construção de miniusinas de oxigênio em hospitais, sendo 7 na Zona Sul

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No total, serão 19 miniusinas em toda a capital com capacidade para produzir 9 mil m³ de oxigênio por dia, abastecendo 900 cilindros diariamente. O agravamento da pandemia da Covid-19 aumentou em 121%, apenas no mês de março, o consumo de oxigênio na rede hospitalar da capital


A Prefeitura de São Paulo anunciou que vai construir 19 “miniusinas” de oxigênio na capital paulista, sendo que sete serão instaladas na Zona Sul. O projeto será concluído até o dia 30 de abril, em três lotes.

Confira onde serão instaladas as miniusinas na Zona Sul:

  • UPA JABAQUARA | 1 miniusina com produção de 29 m³/hora
  • HOSPITAL DIA CAMPO LIMPO | 1 miniusina com produção de 20 m³/hora
  • HOSPITAL DIA M’BOI MIRIM 1 | 1 miniusina com produção de 20 m³/hora
  • HOSPITAL DIA M’BOI MIRIM 2 | 1 miniusina com produção de 20 m³/hora
  • HOSPITAL DIA CIDADE ADEMAR | 1 miniusina com produção de 20 m³/hora
  • HOSPITAL MUNICIPAL CAPELA DO SOCORRO | 2 miniusinas com produção de 58m³/hora

No geral, as miniusinas serão instaladas em hospitais Dia e em Unidades de Pronto Atendimento (UPA) para que essas unidades não tenham que transferir pacientes para hospitais maiores em caso de falta de oxigênio. Na última semana, por exemplo, pacientes internados em uma UPA da Zona Leste tiveram que ser transferidos para um hospital maior porque o oxigênio estava no limite.

As 19 miniusinas terão capacidade para produzir 9 mil m³ de oxigênio por dia, abastecendo 900 cilindros diariamente. Assim, será possível garantir o funcionamento de 807 leitos (596 de enfermaria e 211 de Unidade de Terapia Intensiva).

Esse projeto terá um custo de R$ 9,3 milhões, sendo que a instalação vai custar R$ 104,5 mil. A Prefeitura vê vantagem no futuro, com a economia na produção de oxigênio. “Isso vai significar uma economia financeira de R$ 250 mil mensais para a Prefeitura, esse investimento terá retorno em três anos”, disse Edson Aparecido, secretário municipal de Saúde.

O projeto das miniusinas de oxigênio surgiu porque o agravamento da pandemia da Covid-19 aumentou em 121%, apenas no mês de março, o consumo de oxigênio na rede hospitalar da capital. A Prefeitura já disse várias vezes que não há falta de oxigênio na cidade, mas reconhece que existe dificuldade em levar oxigênio suficiente para todas as unidades de saúde da capital.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também doou 400 cilindros de oxigênio para a rede de saúde municipal. Os equipamentos já estão disponíveis e foram encaminhados para o envasamento e distribuição nas unidades de saúde.


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