Falta de infraestrutura em UBS de Moema prejudica atendimento da população

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Os problemas são diversos: pias do banheiro sem encanamento, paredes mofadas e sem reboco, equipamentos médicos quebrados, infiltração, entre outros. Funcionários alegam que abandono é justificativa da Prefeitura para conceder UBSs à iniciativa privada


Localizada em uma das vias mais importantes da capital, na Av. Indianópolis – 650, em Moema, a Unidade Básica de Saúde (UBS) Sigmund Freud, parece abandonada e virou motivo de queixa entre pacientes e funcionários.

Os problemas são diversos: pias do banheiro sem encanamento, paredes mofadas e sem reboco, pintura desgastada, salas com piso incompleto, goteiras, móveis quebrados e jogados em um corredor externo, bancos quebrados, tomadas penduradas, infiltração no teto, equipamentos quebrados.

“Além de não oferecerem um bom serviço de saúde, ainda desprezam o tempo que passamos aqui esperando e poderíamos estar trabalhando ou cuidando da família”, desabafou um paciente.

O descaso, no entanto, é motivo para que a UBS seja concedida a iniciativa privada, de acordo com funcionário, que não quis se identificar. “Eles [Secretaria Municipal da Saúde] deixam o pior possível para depois justificar que entre uma OS [Organização Social]. A OS entra, dá uma pintura e o paciente fica com a impressão que terceirizar é a melhor solução”.

 A administração da UBS Sigmund Freud deve ser executada pela OS Associação Para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), “por meio de contrato de gestão com a Secretaria Municipal de Saúde, sem prejuízo aos funcionários”, segundo a Prefeitura.

Mais de 20 outras unidades básicas de saúde também serão concedidas a iniciativa privada, como a UBS Chácara Santo Antônio, em Santo Amaro. Das 466 UBSs da capital, 396 já são geridas por organizações sociais e 70 são administradas por servidores públicos.

No final do ano passado, profissionais da saúde realizaram protestos contra as concessões, por medo de demissões e porque não há discussão do tema com a população. “Qualquer transferência de gestão ou mudança em política de saúde deve ser dialogada com o Conselho Municipal da Saúde. Mas esse diálogo, hoje, não existe. Não é ilegal que se queira estabelecer parcerias ou contratos de gestão, mas isso deve ser dialogado com os representantes da sociedade, conselhos gestores”, disse Leandro Valquer, coordenador do Conselho Municipal da Saúde.

A Prefeitura informou ainda que a UBS Sigmund Freud, “é uma das unidades com reforma prevista no primeiro semestre de 2020, com recursos do Programa Avança Saúde São Paulo, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento.”


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