Zona Sul de SP concentra maior parte de desempregados, revela plataforma de empregos

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Desde janeiro, segundo a Fundação Seade, a Zona Sul de São Paulo já concentrava a maioria dos desempregados, estando acima da média da própria capital, que era de 12%. Entre maio e agosto, o número de desempregados no Brasil cresceu 27,6%


De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), entre maio e agosto o número de desempregados no Brasil cresceu 27,6%: de 10,1 milhões para 12,9 milhões. E neste mesmo período, a porcentagem da população ocupada encolheu 2,7%.

Mas foi em agosto que a taxa de desemprego atingiu seu ápice: 14,3% segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid-19, iniciada em maio.

No Estado de São Paulo, dados de junho do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério da Economia (Caged) mostram que cerca de 104 mil pessoas que trabalhavam com carteira assinada perderam o emprego.

“No início de maio, todo mundo estava afastado, em distanciamento social, e não tinha uma forte procura [por emprego]. O mercado de trabalho estava em ritmo de espera para ver como as coisas iam se desenrolar. As empresas estavam fechadas e não tinha local onde essas pessoas pudessem trabalhar. Então, à medida que o distanciamento social vai sendo afrouxado, elas vão retornando ao mercado de trabalho em busca de atividades”, disse a pesquisadora do IBGE, Maria Lucia Vieira.

Na cidade de São Paulo, a maioria (23%) dos desempregados estão na Zona Sul. Os outros dividem-se entre a Zona Oeste (15%), Zona Norte (10%), Centro (8%) e a Zona Leste (7%), de acordo com dados da startup Trampa Sampa, que em agosto criou um app que conecta desempregados a vagas de empregos.

Mas desde janeiro, segundo a Fundação Seade, a Zona Sul de São Paulo já concentrava a maioria (15,5%) dos desempregados, estado acima da média da própria capital, que era de 12%. E o que pode dificultar a conquista de uma vaga de emprego é o nível educacional: “a região Sul concentra a maior proporção [41%] de pessoas com fundamental incompleto”, informa a Fundação.


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