Transporte público é o local em que paulistanos mais tem contato com pessoas com deficiência

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Na Zona Sul, 70% das pessoas atestam essa convivência, revela pesquisa da Rede Nossa São Paulo. As ruas e calçadas da cidade de São Paulo são os locais com a pior avaliação de acessibilidade


Cerca de 70% dos 800 moradores da Zona Sul entrevistados pela Rede Nossa São Paulo para a pesquisa “Viver em São Paulo: Pessoa com Deficiência”, disseram que “percebem sempre ou às vezes pessoas com algum tipo de deficiência utilizando transporte público na cidade”. No ano passado, cerca de 56% dos moradores da Zona Sul tinham essa percepção de convivência.

O transporte público também é o local em que mais acontecem situações de preconceito: 34% dos entrevistados já sofreram ou presenciaram ações preconceituosas contra pessoas que têm algum tipo de deficiência. Outros locais com mais casos são espaços públicos de convivência, como ruas, shoppings e parques (31%); hospitais e postos de saúde (25%); escolas/faculdades (18%); trabalho (14%); ambiente familiar (11%) e igrejas (6%).

As ruas e calçadas da cidade de São Paulo são os locais com a pior avalição de acessibilidade, sendo classificadas como “ótimas ou boas” por apenas 10% do total de entrevistados. Os locais com as melhores avaliações são Igrejas (42%) e estações de trem e metrô (39%).

“O dado que mais chama a atenção é onde está a acessibilidade. Qual é o maior problema nesse tema? Parece que é a falta de acessibilidade das calçadas, dos semáforos, dos pontos e terminais de ônibus que está prejudicando o direito de ir e vir das pessoas com deficiência”, relata o coordenador da Rede Nossa São Paulo, Jorge Abrahão.

Segundo a pesquisa, a principal medida para melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência, em São Paulo, é garantir a acessibilidade das calçadas, semáforos, paradas, pontos e terminais de ônibus.


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