Prefeitura retoma consultas presenciais e exames na rede pública de saúde

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Em março, os procedimentos foram suspensos, parcialmente, devido as regras de isolamento social. As unidades de saúde devem seguir regras para manter o distanciamento social: um paciente por hora, com horário agendado; os exames devem ser feitos com intervalos de 40 minutos e a limpeza dos equipamentos deve ser intensificada


Nesta segunda-feira (1º), a Prefeitura de São Paulo retomou o atendimento de consultas e exames que já estavam agendados antes da pandemia do coronavírus, em Hospitais-Dia, Ambulatórios de Especialidade e Assistência Médica Ambulatorial. Esses procedimentos foram suspensos, parcialmente, em março, devido as regras de isolamento social. As cirurgias eletivas, que acontecem em centros cirúrgicos, continuam paralisadas.

“Estamos hoje com o sistema bastante controlado e em condições de voltar à vida normal no atendimento à população”, disse o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido.

O decreto municipal, que prioriza as consultas de retorno, impõe que todas as agendas de especialidade adulto e pediátrica devem estar abertas para:

  • Endocrinologia,
  • Cardiologia,
  • Psiquiatria,
  • Hematologia,
  • Nefrologia,
  • Neurologia,
  • Geriatria,
  • Pré-Natal de Alto Risco,
  • Pneumologia,
  • Infectologista,
  • Mastologista,
  • Dermatologia,
  • Gastrenterologia,
  • Hematologia,
  • Homeopatia,
  • Oftalmologia,
  • Otorrinolaringologia,
  • Reumatologia,
  • Ortopedia.

Ainda seguindo regras de distanciamento social, o decreto também estabelece que o atendimento presencial deve ser de um paciente por hora e o teleatendimento de dois pacientes por hora. Além disso, no caso presencial, o paciente deve estar no consultório apenas no horário agendado, com distanciamento mínimo de um metro.

Alguns exames devem ser agendados com intervalos de 40 minutos e a gestão local deve intensificar a limpeza dos equipamentos, respeitando as normas de biossegurança.

PANDEMIA AFETA TRATAMENTOS, DIZ ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), desde o início da pandemia, muitos tratamentos de doenças não transmissíveis foram interrompidos parcial ou totalmente, o que agrava os problemas da Covid-19.

Em 53% dos países do mundo, segundo pesquisa da OMS, pessoas pararam de se tratar da hipertensão e 49% tiveram prejuízos na diabetes. Em outros 42%, houve pausas no tratamento de câncer e, em 31% dos países, pessoas ficaram sem atendimento para problemas cardiovasculares.

“Não apenas as pessoas com essas doenças são mais vulneráveis ​​a ficar gravemente doentes com o vírus, mas muitas estão incapazes de acessar o tratamento necessário”, disse Bente Mikkelsen, diretor do Departamento de Doenças Não Transmissíveis da OMS.

Em todo o mundo, 41 milhões de pessoas morrem, a cada ano, de doenças não transmissíveis. Até hoje (1º), mais de 6 milhões de pessoas já morreram por conta do coronavírus, em todo o planeta, e muitas delas chegaram a óbito devido as doenças pré-existentes: 43% dos mortos por Covid-19 na Espanha tinham doenças vasculares e, na Itália, 67% dos mortos tinham hipertensão e 31% tinham diabetes tipo 2, de acordo com a OMS.


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