Polícia encontra mais de 20 corpos em cemitério clandestino na Zona Sul

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Em três operações, 21 corpos já foram encontrados em cemitério clandestino no bairro de Pedreira. A Polícia acredita que vai demorar três meses para vistoriar todo o terreno para localizar mais cadáveres, vítimas de um “tribunal do crime”


Um mês depois de encontrar mais de sete corpos e ossadas não identificadas num aterro perto da Estrada do Retiro, no Jardim Santa Terezinha, em Pedreira, a Polícia Civil achou mais cinco corpos enterrados no local.

Nesse período, 21 pessoas já foram encontradas e desenterradas no cemitério clandestino. No fim de novembro, foram achados outros nove cadáveres.

Para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), mais corpos podem ser encontrados no local, que funciona como um “tribunal do crime”. Até a última quinta-feira (10), apenas 25% do terreno tinha sido vistoriado, então, segundo a Polícia, a procura por mais corpos pode demorar cerca de três meses, já que o terreno é bem grande.

“No aterro municipal de São Paulo, bem em frente a uma comunidade, uma tubulação de concreto indicava a área onde os corpos haviam sido enterrados. Cerca de 25% da área total já foi vistoriada, indicando que ainda serão encontrados mais corpos de vítimas das organizações criminosas”, informou a Polícia Civil.

O trabalho tem a participação de cães da Guarda Civil, policiais do DHPP e médicos do Instituto Médico Legal.

TRIBUNAL DO CRIME

O termo “tribunal do crime” é usado para denominar o julgamento clandestino que facções criminosas fazem com pessoas que devem algum valor em dinheiro, quem consideram traidores (até membros das quadrilhas), inimigos, entre outras coisas.

As vítimas também podem ser estupradores ou assassinos. Quem comete crimes na região em que a quadrilha atua ou homens que espancam mulheres também são julgados, mas não com sentença de morte: com espancamento ou um membro quebrado.
Assim como em um tribunal legal, no tribunal do crime os réus tem o direito de se defenderem das acusações.

Um levantamento de 2017 revelou que a Polícia Civil investigava, na época, pelo menos 42 mortes suspeitas de terem acontecido em tribunais do crime no Estado de São Paulo. Na capital paulista foram registrados 3 casos com 7 mortes e 1 sobrevivente em 2 cemitérios clandestinos.


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