Polícia confirma morte de líder comunitária da Zona Sul, encontrada em carro carbonizado em julho

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A líder comunitária Vera Lucia da Silva Santos desapareceu no dia 16 de julho e foi encontrada em um carro queimado em Parelheiros. A principal linha de investigação é que ela foi morta por causa do dinheiro das seis creches públicas que administrava na região do Grajaú


O corpo carbonizado encontrado dentro de um carro em Parelheiros, no mês passado, é da líder comunitária Vera Lucia da Silva Santos.

Um documento do Instituto Médico Legal (IML) afirma que “mesmo diante das dificuldades técnicas do caso, foi realizado exame necroscópico-antropológico e de identificação humana, cujos elementos permitiram indicar que os remanescentes humanos em questão são de VERA LUCIA DA SILVA SANTOS”. A identificação foi feita por exames de DNA.

A líder comunitária desapareceu no dia 16 de julho: ela deixou o trabalho depois de receber uma ligação. Em seguida, um dos filhos disse que ela já não respondia a nenhum chamado.

“O menino que trabalha conosco na manutenção falou ‘olha, eu tava arrumando aqui um freezer e ela falou ‘eu preciso sair pra resolver um problema, me dá a chave do carro’, ele disse ‘espera que eu vou com você’, mas ela disse ‘não precisa, é rápido’. E ela saiu. A bolsa dela ficou na sede e na bolsa tá a carteira de motorista, o documento do carro. Ela saiu pretendendo chegar muito rápido. Pra gente foi muito estranho não ter conseguido contato com ela via celular; eu tenho um aplicativo de rastreio no celular dela que eu mesmo instalei e não está funcionando”, explicou Edson Passos, filho de Vera Lucia. Dois dias depois, na região de Parelheiros, a Polícia encontrou o carro dela queimado, com um corpo carbonizado.

Vera Lucia criou a Associação Comunitária Auriverde em 1992, que hoje administra seis creches e um centro para crianças e adolescentes no extremo Sul da capital. Cerca de 1.200 jovens são atendidos com educação, arte e cultura.

Para manter essa estrutura, a ONG tem 7 contratos com a Prefeitura e recebe cerca de R$ 600 mil por mês.

A Polícia já ouviu testemunhos de 15 pessoas.  A principal linha de investigação é que ela foi morta por causa do dinheiro das seis creches públicas que administrava.

“A motivação pra nós, até o momento, é motivação financeira. Ligado tanto a ONG quanto a vida particular da dona Vera Lucia. Nós temos dois suspeitos sendo monitorados, ainda na condição de suspeitos. E os trabalhos continuam agora no aguardo dessa documentação fiscal, bancária, financeira, pra que nós tracemos agora uma linha para conclusão desse caso”, disse o delegado Marcelo Jacobucci.

A Secretaria Municipal de Educação informou que os contratos da Prefeitura com a ONG ainda estão em vigor.

O corpo de Vera Lucia será enterrado nesta sexta-feira (21) no cemitério Parque dos Girassóis, em Parelheiros.


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