PMs são presos após atirarem em duas pessoas durante pancadão no Grajaú

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Eventos que geram aglomeração, como os bailes funk, estão proibidos por tempo indeterminado, no Estado de São Paulo, como medida de prevenção contra o novo coronavírus. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, os PMs foram presos em flagrante e estão no presídio Romão Gomes


No último domingo (5), dois policiais militares foram presos em flagrante após atirarem em duas pessoas que estavam em um baile funk no Jardim dos Manacás, no Grajaú. De acordo com a Polícia, o baile funk acontecia na Rua Giusepe Tartini.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que “o caso é investigado por meio de inquérito pelo 85º DP Jardim Mirna. A PM também apura os fatos em um Inquérito Policial Militar (IPM). Os policiais envolvidos na ação foram presos em flagrante no último domingo (5) e seguem no presídio Romão Gomes”.

A SSP, no entanto, não informou idades e patentes dos PMs e também não disse se ambos atuam na Zona Sul.

Eventos que geram aglomeração, como os bailes funk, estão proibidos por tempo indeterminado, no Estado de São Paulo, como medida de prevenção contra o novo coronavírus. Porém, na periferia da capital, esses eventos ainda acontecem.

No último final de semana, outra festa com aglomeração também aconteceu na Zona Sul: em uma mansão avaliada em R$ 1,5 milhão, a beira da Represa do Guarapiranga, na Chácara Vista Alegre. Vizinhos afirmaram que chamaram a Polícia e nada foi feito.

A Polícia Militar informou que foi chamada para atender uma ocorrência de perturbação do sossego e que uma equipe fez o patrulhamento, mas não encontrou nada.

De acordo com uma pesquisa da Rede Nossa São Paulo, 61% das pessoas acreditam que a principal desvantagem que a cidade de São Paulo tem para enfrentar a pandemia do novo coronavírus é o fato de muitas pessoas não cumprirem o isolamento social. A segunda principal desvantagem é o transporte público lotado.

Enquanto 61% reprovam quem desrespeita o isolamento, cerca de 77% das pessoas afirmaram que, para atenuar os impactos da pandemia, estão evitando sair de casa. Desde o início da pandemia, no mundo, especialistas afirmam que o isolamento social é o principal meio para achatar a curva de casos e mortes e assim não colapsar o sistema de saúde.

VIOLÊNCIA POLICIAL

Os índices de violência policial aumentaram em abril: segundo o Diário Oficial do Governo do Estado, cresceu em 54,6% as mortes envolvendo policiais. Esse número representa 116 casos, ou seja, uma morte a cada seis horas. “Várias denúncias são de jovens que estão apanhando sem razão, recebem socos no rosto, têm o nariz quebrado. A morte é a última etapa da escalada. Como as ruas estão mais vazias, a sensação é que a sociedade já não está lá para olhar e os policiais podem fazer tudo”, explica a psicóloga Marisa Feffermann, pesquisadora do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso).

As vítimas têm, em sua maioria, de 15 a 24 anos. Além disso, são homens, negros e moradores da periferia. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entre 2017 e 2018, cerca de 75% das pessoas mortas durante ocorrências policiais eram negras.


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