Pesquisa revela desigualdade nas taxas de emprego formal entre bairros da Zona Sul

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Enquanto o Itaim Bibi e Santo Amaro concentram mais de 30%, cada um, nas melhores taxas de emprego formal, bairros da periferia não chegam a 1% de ofertas de emprego com carteira assinada, revela Mapa da Desigualdade


Os bairros do Itaim Bibi e Santo Amaro são os únicos da Zona Sul que aparecem no ranking dos distritos que possuem as melhores taxas de emprego formal, com 35,7% e 33,3%, respectivamente, segundo o Mapa da Desigualdade 2020.

Por outro lado, dos 10 bairros com menos vagas de emprego formal, quatro estão localizados na Zona Sul: Grajaú (0,56 %), Capão Redondo (0,55%), Parelheiros (0,51%) e Jardim Ângela (0,50%).

Itaim Bibi e Santo Amaro tem taxas muito acima da média da capital paulista (4,8%) para o emprego formal, enquanto os bairros periféricos têm taxas muito abaixo, em relação a capital.

“De forma geral, as taxas de emprego formal têm diminuído nos anos recentes, seja pela migração para a informalidade e novos tipos de vínculo com o mundo do trabalho (Microempreendedor Individual e Pessoa Jurídica, por exemplo), seja pelas baixas taxas de crescimento econômico. Ainda assim, as desigualdades territoriais em relação à oferta de empregos formais se mantêm bastante parecidas com os anos anteriores”, informa a Rede Nossa São Paulo, criadora do mapa.

Ainda de acordo com o Mapa da Desigualdade, quem trabalha em um emprego formal no Itaim Bibi recebe, em média, R$ 6.884,36, sendo o segundo salário mais alto do mapa. Quem trabalha no Jabaquara recebe R$ 6.215,80, em média e quem trabalha em Santo Amaro ganha R$ 4.854,27.

O pior salário da Zona Sul fica para quem tem um emprego formal na região do Capão Redondo, que paga R$ 2.212,83, em média.

A média salarial na cidade de São Paulo é de R$ 4.603,80, ou seja, paulistanos que trabalham no Itaim Bibi, Jabaquara e Santo Amaro recebem muito mais que a média e quem trabalha no Capão Redondo recebe menos da metade da média.

Em 30 de janeiro deste ano, o presidente Jair Bolsonaro elevou o valor do salário mínimo no Brasil de R$ 1.039 para R$ 1.045. Cada Estado brasileiro, no entanto, tem um piso salarial próprio e o do Estado de São Paulo chega a ser mais alto do que a média nacional: trabalhadores da Faixa 1 (empregadas domésticas, pescadores, cabelereiros e manicures, por exemplo) recebem R$ 1.163,55 e trabalhadores da Faixa 2 (supervisores de compras e de vendas e operadores de estação de rádio e de estação de televisão, por exemplo) recebem R$ 1.183,33.


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