Pesquisa revela a inexistência de atividades e espaços culturais no Campo Belo

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Aos moradores do Campo Belo, segundo o Mapa da Desigualdade, faltam Centros culturais, casas e espaços de cultura; Equipamentos públicos de cultura; Cinemas; Museus; Acervo de livros infanto-juvenis e para adultos; e Teatros


O Artigo 215 da Constituição Federal Brasileira estabelece que: “O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais”.

Apesar disso, muitos Estados brasileiros não tem espaços e atividades culturais ou não fornecem cultura à população, de maneira adequada e democrática. Nem o Estado mais rico e plural do Brasil.

Segundo o Mapa da Desigualdade de SP, realizado pela Rede Nossa São Paulo, bairros da periferia e outros considerados mais nobres não tem ofertas culturais para seus moradores. Um exemplo é o Campo Belo.

Apesar de estar na 15º posição no ranking de melhor IPTU da cidade, o Campo Belo aparece 15 vezes entre os 10 piores distritos nos 50 indicadores sociais avaliados pelo Mapa da Desigualdade 2019. Dessas 15 avaliações, sete são na área cultural.

Aos moradores do Campo Belo, segundo o Mapa da Desigualdade, faltam Centros culturais, casas e espaços de cultura; Equipamentos públicos de cultura; Cinemas; Museus; Acervo de livros para adultos; Teatros e Acervo de livros infanto-juvenis.

No total, faltam à cidade de São Paulo: 53 Centros culturais, casas e espaços de cultura; 23 Equipamentos públicos de cultura; 54 Cinemas; 47 Museus; 52 Salas de show e concerto; 42 Teatros; 44 Acervo de livros para adultos e 45 Acervo de livros infanto-juvenis.

Além da área cultural, no Campo Belo também foram registradas avaliações negativas na diferença salarial entre homens e mulheres (de todos os setores). Segundo o Mapa, no Campo Belo existe um diferença de remuneração salarial média entre mulheres e homens no emprego formal em todos os setores econômicos de -32,19%.

Em toda a cidade, “as mulheres tem aumentado sua participação no mercado formal. Ainda assim, há uma diferença salarial média de 15% entre homens e mulheres. Em 2007, a desigualdade média era ainda maior: 17%”, informa a pesquisa da Rede Nossa São Paulo.


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