“Não é preciso estocar alimentos”, alertam Associação de Supermercados e Ceagesp, em meio a pandemia do coronavírus

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Segundo a Associação Paulista de Supermercados houve crescimento de 8,5% na frequência de pessoas em centros de compras a procura de alimentos e produtos de limpeza. Ao analisar essa situação, sociólogo conclui que: “o que hoje pode estar sendo estocado para você, pode faltar para o seu vizinho e depois para toda a sociedade”


Com o aumento do número de casos confirmados do coronavírus, muitas pessoas estão evitando sair de casa. Empresas já liberaram funcionários para trabalhar em modelo home office e existe a preocupação de uma quarentena obrigatória ser imposta pelas autoridades.

Essa possível quarentena tem levado centenas de pessoas a lotarem supermercados para fazer compras para muitos dias, já que muita gente teme que faltem produtos nas prateleiras. Segundo a Associação Paulista de Supermercados (APAS), no último fim de semana (13, 14 e 15), houve crescimento de 8,5% na frequência de pessoas em centros de compras.

No entanto, a APAS alerta que não há necessidade de estocar alimentos pois não há risco de desabastecimento.

“Os estoques dos supermercados paulistas continuam normais e toda a cadeia de abastecimento (indústria e transportes) está operando com regularidade e o abastecimento está com fluxo normal. Entre os produtos, há uma maior procura por itens de prevenção, como álcool em gel, porém, toda a cadeia de abastecimento vem trabalhando para que os itens não faltem nas prateleiras e, além disso, se mantenha um equilíbrio de preço nos pontos de vendas. Os supermercados estão preparados para atender à demanda e não há registro de desabastecimento nas lojas do estado de São Paulo”, informaram.

A Companhia de Entrepostos e Abastecimento Geral do Estado de São Paulo (Ceagesp) também informou que o abastecimento e vendas de produtos para atacadistas e varejistas seguem normais, apesar da pandemia.

“Estamos atentos a todas as orientações dos Ministérios da Economia e da Saúde para a prevenção contra o COVID-19. Nossas atividades continuam para que os alimentos cheguem à mesa da população, garantindo alimentação saudável para todas as pessoas”, informaram em nota.

Segundo o sociólogo Rodrigo Augusto Prando, essa corrida por alimentos e produtos de limpeza soa egoísta e individualista. “Esse comportamento egoísta pode parecer em um primeiro momento satisfatório individualmente, mas depois a conjugação de muitos comportamentos egoístas no âmbito social, traz prejuízos para a coletividade. Então, o que hoje pode estar sendo estocado para você, pode faltar para o seu vizinho e depois para toda a sociedade. Então, há de se pensar com prudência, com racionalidade e tentar, por meio de informações sérias, fugir de fake news e teoria da conspiração”, refletiu.


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