Metrô seleciona empresa para retomar obras da Linha 17-Ouro, após permissão da Justiça

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Depois de idas e vindas na Justiça, o contrato com a empresa Coesa deve ser assinado até novembro. O contrato de fabricação dos trens, que também tinha sido interrompido por irregularidades no edital, também será retomado  


Dias depois que a Justiça de São Paulo suspendeu o edital de licitação das obras da Linha 17-Ouro do monotrilho, o Metrô recebeu autorização para retomar o edital e já selecionou a empresa Coesa para dar continuidade nas obras.

“A expectativa é que o contrato seja assinado até novembro, permitindo a elaboração do cronograma para o início dos trabalhos e retomando assim as obras civis da linha. Ao todo, a Linha 17-Ouro terá oito estações em seu trecho prioritário, sendo sete em que as obras serão retomadas, além da estação Morumbi, em construção”, informou o Metrô.

A Coesa foi a empresa que pediu a suspensão de contrato do Metrô com a Constran Internacional Construções S.A. por causa de irregularidades no processo licitatório. Foi este pedido que fez o Metrô rescindir contrato com a Constran em 1º de setembro.

De acordo com os documentos da licitação, a empresa selecionada tem de seis a 10 meses para entregar as estações Congonhas, Brooklin Paulista, Jardim Aeroporto, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Morumbi (que não teve as obras paralisadas). As obras de paisagismo do pátio Água Espraiada e o centro esportivo e comunitário serão entregues em até dois anos.

Quanto a retomada da fabricação dos trens da Linha 17-Ouro, após contrato interrompido em junho entre o Metrô de São Paulo e o Consórcio Byd Skyrail por decisão da Justiça, o Metrô também informou que “no próximo dia 01/10, será retomado o contrato para a fabricação dos trens, sistemas e portas de plataforma desta linha, ficando assim com todos os contratos ativos e possibilitando o estabelecimento do cronograma de entrega do trecho prioritário, com 7,7 km entre o Aeroporto de Congonhas e a estação Morumbi, da Linha 9-Esmeralda”. A suspensão do contrato dos trens aconteceu porque o Consórcio Signalling alegou que ofereceu o menor preço para a fabricação dos trens, mas mesmo assim não venceu a disputa.

OBRAS DO MONOTRILHO NEGOCIADAS EM CARTEL

Na última terça-feira (29), o Ministério Público Federal em São Paulo prendeu cinco executivos de grandes empreiteiras do Brasil, acusados de formarem um cartel para obras em transporte público sobre trilhos.

De acordo com as investigações, os denunciados planejaram burlar projetos de mobilidade em várias capitais do país. Em São Paulo, a denúncia afirma que eles burlaram projetos de licitação das linhas 2, 4 e 5 do Metrô e também do Expresso Tiradentes e da linha 17-Ouro do monotrilho.

“Com o cartel, as propostas dos licitantes eram feitas com preços acima da média, gerando prejuízo de bilhões aos cofres públicos”, explicou a procuradora regional da República, Janice Ascari.

O Metrô se defendeu afirmando que “sempre se pautou pela lisura nos seus processos e é o maior interessado na apuração e punição de qualquer empresa ou agente público que tenha participado de atos ilícitos, de formação de cartel, de conduta irregular ou de quaisquer atos de corrupção”.

A Justiça Federal ainda vai decidir se aceita a denúncia contra os executivos. As penas variam de 2 a 5 anos de prisão, além da multa.


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