ARTIGO | Hoje vamos falar um pouquinho sobre o xamanismo e suas práticas

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Através do xamanismo podemos experienciar o resgate da experiência íntima e espiritual do ser humano com a totalidade. Uma conciliação total com o mundo, si mesmo e com o Grande Espírito. Conciliação que nos proporciona a amplificação da pulsação que nos une com o universo.

O xamanismo apresenta-se como o mais difundido e antigo sistema de tratamento da mente e do corpo, que a humanidade já conheceu. Os métodos xamânicos, datam cerca de 40 a 50 mil anos. O termo Xamanismo, é uma denominação que vem do russo, tungue (saman), que tem semelhança com o termo sânscrito sramana, que significa: aquele que é inspirado pelos espíritos. Este termo é derivado de um acontecimento religioso siberiano e centro-asiático, porém a denominação é usada ainda hoje em todo mundo para definir um conjunto de crenças ancestrais que estabelecem o contato com uma realidade invisível, ou estados diferenciados de consciência, no intuito de obter poder, equilíbrio, conhecimentos, saúde individual e coletiva.

As práticas xamânicas tornam-se concretas a partir dos ritos, mitos, arte e manifestações simbólicas que envolvem uma teia de significados, que são guiadas por um conceito dinâmico de cultura que utiliza da simbologia dos ritos como uma forma de preparo para o enfrentamento de emoções e sentimentos presentes, de forma individual e coletiva, para que estes sejam instrumentos para a transformação, através da unificação e a harmonia do todo.

A cura é o poder sagrado mais importante no xamanismo, o conceito de saúde e doença tem relação com a base da cosmovisão, como a transcendência do sagrado, a relação corpo-espírito, a unidade de existência e a vivificação da natureza, carregada de simbologias para alcançar a harmonia do todo individual e coletivo, sendo assim uma medicina tradicional que utiliza a manipulação de poderes invisíveis e visíveis, ritos e símbolos para promover a cura.

“O xamã (…) sabe que existe um mar de consciência universal, mesmo que nós o vejamos de nossas próprias praias; existe uma consciência e um mundo compartilhado por todos nós, e que pode ser vivenciado por todos os seres”.

Maria Juremeia é Terapeuta, Dirigente Espiritual e Madrinha do Centro Ayahuasqueiro Jiboia Sagrada

SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

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