Escola da Zona Sul é transformada em alojamento para pacientes com sintomas leves do Covid-19

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A Escola deverá ter 300 leitos para abrigar pacientes que não podem permanecer em casa para evitar a contaminação de parentes do grupo de risco. Pacientes que apresentarem sintomas mais graves serão encaminhados para unidades de saúde


Moradores da Zona Sul que forem diagnosticados com o novo coronavírus terão mais um local para ficar nos dias de isolamento obrigatório: a Escola Estadual Luís Magalhães de Araújo, localizada na Av. M’Boi Mirim, no Jardim Ângela, que será transformada em um alojamento temporário.

“Vamos iniciar os reparos, compra de mobiliário, documentação, assinatura de contratos… Está bem no início, mas montaremos mais rápido”, disse Rossieli Soares, secretário estadual de Educação.

A Escola deverá ter 300 leitos para abrigar pacientes com sintomas leves da doença, que não podem permanecer em casa para evitar a contaminação de parentes do grupo de risco. Porém, não haverá equipes médicas no local:pacientes que apresentarem sintomas mais graves serão encaminhados para unidades de saúde.

Todos os pacientes que estiverem no local serão obrigados a obedecer protocolos de higiene: usar máscaras, usar talheres descartáveis durante as cinco refeições diárias, manter o distanciamento social.

Desde o dia 29 de abril, duas escolas na comunidade de Paraisópolis já funcionam como alojamento para pacientes infectados pelo coronavírus. 

Segundo o Governo de SP, “assim como as unidades que já funcionam em Paraisópolis, os apoiadores técnicos da iniciativa [no Jardim Ângela] são o Hospital Israelita Albert Einstein e o Hospital Sírio Libanês. O custo de R$ 3,7 milhões será bancado pelo Todos pela Saúde, uma Fundação do Itaú Social”.

ESCOLAS FECHADAS = AULAS ONLINE

Desde o final do mês de março as escolas estão fechadas para evitar contágio entre os alunos. No último dia 27 teve início as aulas na rede estadual de educação, porém, a distância, através de aplicativos e da internet, para que os alunos permaneçam em isolamento social, principal medida de combate ao coronavírus.

As aulas acontecem através do aplicativo Centro de Mídias São Paulo, que vai funcionar como uma TV ao vivo, com conteúdos pedagógicos e videoaulas sobre diversos assuntos. Além do app, o conteúdo também está disponível nos canais digitais 2.2 – TV Univesp e 2.3 – TV Educação, numa parceria com a TV Cultura.

Segundo o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, a partir de julho os alunos das escolas estaduais e municipais voltam para as salas de aulas, através de um rodízio. Ou seja: uma parte dos alunos volta para a escola e outra parte continua em casa, com as aulas à distância, para que não haja aglomeração.

 “Um possível retorno em julho será para regiões específicas e gradual. Nós não retornaremos com todos os estudantes no mesmo dia. Então, nós teremos rodízios de estudantes, porque numa sala de aula que tem 35 estudantes para manter um metro de distância, por exemplo, não será possível trabalhar com 30 ou 35 estudantes”, afirmou.

Alunos de creches e da educação infantil devem retornam antes de julho. Porém, o retorno às escolas depende da permissão do Centro de Contingência do coronavírus de São Paulo.


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