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quinta-feira, 26 maio, 2022
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    Cresce a procura por cirurgia de correção de pálpebras

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    Especialista explica como funciona a blefaroplastia, cirurgia de correção de pálpebras, e por que esse procedimento anda fazendo tanto sucesso

     

    O nome pode soar esquisito, mas se há uma cirurgia que tem crescido no Brasil essa é a blefaroplastia. “Esse procedimento é realizado com muita frequência na rotina médica de um profissional de Plástica Ocular”, explica a oftalmologista especialista em Plástica Ocular e Vias Lacrimais do Hospital CEMA, Rita de Cássia Lima Obeid. A blefaroplastia nada mais é o do que a retirada do excesso de pele ou gordura das pálpebras superiores e inferiores. É um procedimento cirúrgico indicado para fins estéticos, mas também para aliviar o incômodo, a sensação de peso que esse excesso pode causar, além de melhorar o campo de visão.
    A cirurgia funciona da seguinte forma: após realização de exames para avaliar a aptidão para fazer o procedimento, o paciente passa por sedação, seguida de anestesia local, em ambiente cirúrgico apropriado. O processo envolve a retirada do excesso de pele ou gordura no local. “A operação dura, em média, entre uma hora e meia a duas horas. Depois o paciente fica três horas em acompanhamento e recebe alta no mesmo dia”, detalha a especialista. No primeiro mês, recomenda-se evitar o sol. Exercícios físicos estão liberados após duas semanas. Alguns pacientes podem apresentar hematomas, outros não. Tudo vai depender do fator fisiológico de cada um. As cicatrizes são quase inexistentes. O profissional indicado para fazer esse tipo de operação é o oftalmologista especialista em Plástica Ocular.
    No entanto, vale lembrar, que é importante não tirar pele e gordura demais, pois pode ocorrer efeito inverso ao desejado. “Embora traga um aspecto estético melhor, pode haver fechamento incompleto das pálpebras, e com isto má lubrificação e ressecamento da superfície corneana. Nesse caso, o paciente apresenta queixa de lacrimejamento, dor, sensibilidade à luz. Esses sintomas podem ser reversíveis ou não, mas casos extremos podem necessitar de cirurgia”, diz a médica. O mais importante é consultar um especialista para tirar dúvidas e fazer uma avaliação adequada.
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