Conjuntivite e Covid: entenda a relação entre as duas doenças e como identificar

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Especialista do Hospital CEMA esclarece se é verdade que a conjuntivite pode ser um sintoma em casos graves de Covid, como diferenciar e quando ir ao hospital


Por: CEMA

Uma das doenças oculares mais comuns, principalmente no verão, é a conjuntivite. Ela acontece quando há uma inflamação da conjuntiva, membrana que recobre o globo ocular, causada por algum micro-organismo, entre eles, o Sars-Cov-2. “A Covid é uma doença viral e as enfermidades virais, principalmente aquelas que acometem as vias aéreas, podem afetar a mucosa da conjuntiva. A conjuntivite não é o principal sintoma, mas pode ocorrer nesses casos”, explica o oftalmologista do Hospital CEMA, Leonardo Marculino. Estudos divulgados na China, Itália e nos Estados Unidos sugerem que a conjuntivite pode ser um sintoma nos casos graves da Covid-19.

“Acredito que ainda é cedo para fazer essa associação. O que podemos afirmar é que os pacientes mais graves da Covid, geralmente, estão internados. Por isso, têm mais chances de desenvolver infecções oculares. Eles ficam mais expostos e os olhos nem sempre recebem todos os cuidados adequados em um ambiente de UTI. O próprio estresse causado pela doença pode levar a esse sintoma”, analisa o médico. Segundo ele, também não é possível ainda fazer uma diferenciação entre a conjuntivite causada pelo Sars-Cov-2 e as outras. Por ser uma enfermidade nova, ainda há muito a descobrir sobre a Covid-19.

De todo modo, para um diagnóstico de Covid é necessário que outros sintomas estejam presentes, como falta de ar, tosse e febre. Caso ocorra conjuntivite, o especialista lista o que é possível fazer em casa e quando ir ao hospital. “No primeiro dia, recomendamos usar colírios lubrificantes e compressa com água gelada. Se os sintomas persistirem por mais dias, é melhor procurar um oftalmologista. Não exatamente para um diagnóstico de Covid, mas porque pode não ser uma conjuntivite, e sim outras inflamações oculares, e somente um médico é capaz de fazer esse diagnóstico correto”, finaliza Marculino.


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