Bairros nobres da Zona Sul registram baixo índice de mortes por Covid-19 na população até 60 anos

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Moema, Campo Belo e Itaim Bibi aparecem no fim do ranking dos distritos que mais registraram mortes de pessoas com até 60 anos, tendo em consideração óbitos por 100 mil habitantes. Por outro lado, bairros periféricos da Zona Leste chegam a 100 mortes nessa faixa etária


De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, distritos da Zona Sul localizados em áreas nobres, como Moema e Campo Belo, estão no fim do ranking dos distritos que registraram mais mortes por Covid-19 da população com até 60 anos. Distritos da periferia da Zona Leste estão estão no topo do ranking, com mais de 50 mortes da população com até 60 anos, tendo em consideração óbitos por 100 mil habitantes.

O primeiro distrito periférico da Zona Sul que aparece na lista dos bairros com mais mortes da população com até 60 anos é o Socorro que está em 40º lugar com 51 mortes por 100 mil habitantes. Em seguida, da Zona Sul, surgem: Capão Redondo e Cidade Ademar (47 mortes cada um), Parelheiros e Jabaquara (44 cada um), Jardim Ângela e Campo Grande (42 cada um), Campo Limpo e Cidade Dutra (40 cada um), Pedreira e Jardim São Luís (38 cada um), Grajaú (37), Santo Amaro (30), Marsilac (28), Vila Mariana (27), Itaim Bibi (22), Moema e Campo Belo (17 cada um).

O bairro do Pari, no Centro, é o distrito que registra mais mortes (100) na população até 60 anos, a cada 100 mil habitantes da mesma idade.

Especialistas apontam que a população mais jovem, atualmente, é a mais afetada na pandemia por causa das variantes do coronavírus, que surgiram mais resistentes, e pela falta de vacina para essa população. “É uma faixa de idade ativa, dinâmica, que viveu as restrições de forma mais intensa e não sofreu, na primeira onda, tantas consequências físicas diretas. Provavelmente, foi muito influenciada pelo discurso de desmerecimento da pandemia”, acredita o infectologista Renato Grinbaum.

Desde que teve início a vacinação contra a Covid-19 para idosos com mais de 90 anos, em fevereiro, o índice de mortes nessa faixa etária caiu 50%, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde. A taxa de internação também caiu 20% em março.

“Uma diminuição de 20% nas hospitalizações já é um número que nos anima, em especial em um grupo que a gente sabe ser muito vulnerável. Esse dado, ainda que preliminar, confirma estudos de efetividade feitos em países com vacinação mais acelerada e que viram quedas nas mortes e hospitalizações. São resultados da vida real que mostram que a vacina funciona”, diz Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações.

Por outro lado, o número de internações da pessoas entre 30 e 50 anos subiu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal da Brasilândia, considerado referência para o tratamento contra a Covid-19.


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