Bairro da Zona Sul é o mais perigoso para crianças e adolescentes de 0 a 17 anos, segundo Unicef

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De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância, em São Paulo, uma em cada três crianças vivem em área onde a violência armada impacta a vida dos moradores


Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o bairro do Jardim Ângela é o mais perigoso para crianças, na cidade de São Paulo. O Unicef considerou que, dentre os distritos com maiores índices de homicídios, o Jardim Ângela é o que mais tem moradores com idades entre 0 e 17 anos (cerca de 56 mil), a faixa etária que está mais em risco.

Dos 96 distritos da capital, 48 são considerados violentos. De acordo com o Unicef, em São Paulo, uma em cada três crianças vivem em área onde a violência armada impacta a vida dos moradores. E, nos lugares mais perigosos, mais de 1 milhão dos moradores tem de 0 a 17 anos.

“Essas crianças e pré-adolescentes vivem sob perigo. Isso afeta a qualidade da educação, ou seja, o quanto essas crianças podem deixar de ir para a escola, o quanto elas vivem assustadas, o quanto elas têm medo de circular pela comunidade ou o quanto elas podem ser abordadas de uma maneira mais agressiva por pessoas ao circular pelo território em que elas vivem”, disse Adriana Alvarenga, coordenadora do Unicef em São Paulo.

Além do Jardim Ângela, o bairro de Marsilac, no distrito de Parelheiros, também tem altos índices de perigo para crianças e adolescentes dessa idade. Os outros bairros perigosos da cidade são a Sé, Limão, Cachoeirinha, Jaçanã, Jardim Helena, Vila Curuçá e São Miguel Paulista.

Em 2018, o Brasil entrou para a Parceria Global pelo Fim da Violência contra Crianças e Adolescentes, da ONU, e a cidade de São Paulo foi a primeira do país a aderir ao projeto.

Segundo a Prefeitura, “os diálogos com a Parceira Global tiveram início após o diagnóstico do cenário das violências contra crianças e adolescentes feito a partir da análise de dados públicos municipais, estaduais e federais. Entre eles estão os temas violência sexual, letal e nas escolas, além de trabalho infantil e adolescentes em conflito com a lei, entre outros, que apontaram a necessidade de aprofundamento do debate sobre violência contra a infância e a adolescência na cidade”.


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