Zona Sul contabiliza mais de 300 multas, desde o início da pandemia, por desrespeito a quarentena

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No total, a cidade de São Paulo contabiliza 1.737 autuações, o que significa R$ 19,9 milhões em multas. Os estabelecimentos que abrem as portas, contrariando a respectiva fase do Plano São Paulo, pagam multa de R$ 9.231,65 a cada 200 metros quadrados de área construída, além de ter as atividades interditadas


Entre 25 de março de 2020, no início da pandemia, até o dia 21 de março de 2021, a Zona Sul da cidade de São Paulo registrou mais de 300 multas por desrespeito as regras da quarentena, segundo dados da Secretaria Municipal das Subprefeituras.

No total, a capital paulista contabiliza 1.737 autuações, o que significa R$ 19,9 milhões em multas. As regiões com mais infrações são a Sé e a Freguesia do Ó com 237 e 163 multas, respectivamente.

Na Zona Sul, a Subprefeitura com mais multas é a de Cidade Ademar. Confira as outras autuações registradas na região Sul:

  • Parelheiros: 2 multas (0,12% do total)
  • Jabaquara: 3 multas (0,17%)
  • Vila Mariana: 10 multas (0,58%)
  • M’Boi Mirim: 12 multas (0,69%)
  • Capela do Socorro: 22 multas (1,27%)
  • Santo Amaro: 48 multas (2,76%)
  • Campo Limpo: 50 multas (2,88%)
  • Pinheiros: 78 multas (4,49%)
  • Cidade Ademar: 113 multas (6,51%)

Os estabelecimentos que abrem as portas, contrariando a respectiva fase do Plano São Paulo, pagam multa de R$ 9.231,65 a cada 200 metros quadrados de área construída, além de ter as atividades interditadas. O valor dessa multa está baseado no Decreto Municipal 59.928/2020 que “suspende o atendimento presencial ao público em estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços”.

Ainda de acordo com os dados da Secretaria Municipal das Subprefeituras, o setor de bares e restaurantes é o principal infrator e acarreta 71% de todas as multas emitidas. Até o dia 31 de março de 2021, mais de 1.200 bares e restaurantes foram interditados.

O segundo setor mais multado foram os salões de beleza com 80 interdições e, em seguida, lojas de roupas, com três multas.

Com medo do coronavírus, parte da população também não fica satisfeita com estabelecimentos comerciais que desrespeitam as regras. Em junho do ano passado, cerca de 80% das queixas feitas sobre a pandemia foram sobre os comércios não essenciais que abriram as portas mesmo sem autorização.

O descumprimento das regras de reabertura do comércio foi contabilizado em 84,5% das denúncias recebidas. Nos meses de março, abril e maio de 2020, foram feitas mais de 1.000 denúncias de irregularidades. No mesmo período, a Ouvidoria da Prefeitura recebeu 546 denúncias sobre pavimentação e 421 sobre poda de árvores, sendo que no ano passado foram mais de 800 reclamações sobre as árvores nestes três meses.

Além dos comércios abertos irregularmente, também foram realizadas queixas sobre estabelecimentos que não oferecem álcool gel na entrada e pessoas sem máscara dentro das lojas.


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