Vídeos mostram peixes nadando no Rio Pinheiros, que está em processo de despoluição

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De acordo com a Sabesp, o prazo para a despoluição do Rio Pinheiros termina em 2022 com investimento de R$ 1, 7 bilhão para conectar 300 mil imóveis à rede de esgoto. Para ambientalistas, o surgimento de peixes no Rio Pinheiros ainda não é consequência das obras de despoluição do Governo de São Paulo


Tem peixes no Rio Pinheiros!

Na última semana surgiram vídeos nas redes sociais, gravados por ciclistas, de peixes nadando no Rio Pinheiros, próximo a Ponte Cidade Jardim, região do Itaim Bibi.

A despoluição do rio acontece desde a década de 1990 e a gestão atual do Governo de São Paulo promete que o Rio terá vida novamente em 2022. Para isso, um novo projeto de despoluição começou no final de 2019 e prevê conectar aproximadamente 533 mil imóveis à rede de esgoto para reduzir o esgoto despejado nos afluentes do Pinheiros.

Técnicos da Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A. (Emae) já fizeram análises do local para saber o tipo de peixe que estava nadando no Pinheiros e como chegaram ali.

Para ambientalistas, o surgimento de peixes no Rio Pinheiros ainda não é consequência das obras de despoluição do Governo de São Paulo. “Esses peixes só conseguiram aparecer no rio porque os afluente, no caso aí o Córrego do Sapateiro, que vem da Paulista, da Av. Vergueiro e passa pelo Ibirapuera e chega no Pinheiros, foi recuperado. Toda essa região recebeu saneamento então, essas águas com melhor qualidade abrigam os peixes, mas se os peixes saírem dali a água já está sem oxigênio, está altamente poluída ainda e não há condições deles se manterem vivos no Rio Pinheiros”, diz Malu Ribeiro, diretora da Fundação SOS Mata Atlântica.

De acordo com a Sabesp, o prazo para a despoluição do Rio Pinheiros continua em dezembro 2022 com investimento de R$ 1, 7 bilhão para conectar 300 mil imóveis à rede de esgoto.

A Sabesp também alerta que a população deve fazer a sua parte. “Não jogar lixo nos córregos. A Sabesp tá fazendo todo esse trabalho no meio da pandemia, entrando em regiões de difícil acesso, fazendo as conexões de esgoto e esses córregos ficando limpos, o Pinheiros ficando limpo, aí não pode quando vier uma chuva, encher de garrafa pet dentro desses córregos. Em 2022 vai estar tudo limpinho e a gente não pode ter esse lixo flutuando”, diz Benedito Braga, presidente da Sabesp.

No final de 2020, a Sabesp assinou os contratos para implantação de unidades recuperadoras da qualidade da água de alguns córregos da bacia do Rio Pinheiros – Jaguaré, Pirajussara, Cachoeira e Água Espraiada, onde há áreas de habitação irregular. Esse trabalho é complementar à instalação de redes de coleta e tratamento de esgoto, uma vez que nessas ocupações irregulares não é possível implantar tubulações convencionais.


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