Vendedores ambulantes vendem suposto álcool gel em estação da Linha 5-Lilás

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Com o aumento da procura por álcool gel, ambulantes misturam gel para cabelo e álcool para vender por preços acessíveis. A partir do dia 23, supermercados devem vender o produto a preço de custo


Desde que as autoridades começaram a orientar a população para redobrar os cuidados com a higiene, evitando a propagação do coronavírus, farmácias e mercados viram crescer muito a procura por álcool gel.

Na região do Largo Treze não foi diferente: a maioria das farmácias da Av. Adolfo Pinheiro já exibem um cartaz na porta avisando “NÃO TEMOS ÁLCOOL GEL”. Além da procura por este item, os farmacêuticos da região também registraram aumento do consumo de máscaras, luvas e vitamina C.

Além da falta de produtos, as pessoas estão pagando preços abusivos por causa do desespero. O Procon-SP já fez mais de mil atendimentos a consumidores que reclamaram do aumento dos preços. As máscaras, por exemplo, registraram aumento de 231% no preço.

Essa procura desordenada tem feito pessoas venderem produtos adulterados. Na última quarta-feira (18), por volta das 18h, a reportagem do Grupo Sul News flagrou um grupo de vendedores ambulantes na estação Largo Treze, da Linha 5-Lilás, vendendo um produto aparentemente parecido com álcool gel: uma mistura de álcool 70 com gel para cabelo.

As embalagens não tem rótulo com autorização da Anvisa ou selo do Inmetro e são vendidas por até R$ 20.

Segundo Jean Gorinchteyn, infectologista do Instituto Emílio Ribas, esses produtos podem prejudicar a saúde da população que pensa estar comprando um álcool gel de boa qualidade que vai proteger contra o coronavírus. “As pessoas não devem se utilizar de receitas caseiras tentando substituir o álcool gel ou mesmo o álcool a 70%, uma vez que, em contato com a pele, podem provocar algumas lesões, o que nós chamamos de dermatites, fora riscos de toxicidade”, explica. 

Em nota, a ViaMobilidade, empresa responsável pela Linha 5-Lilás, informou que “o comércio ambulante é proibido nas dependências da linha e a empresa orienta os passageiros para não adquirir produtos comercializados irregularmente em trens e estações do sistema metroferroviário. Em uma das rondas realizadas na Estação Largo Treze no dia 18, agentes de segurança da concessionária identificaram indivíduos praticando comércio irregular em um dos acessos da estação e no momento da abordagem os ambulantes correram para a rua, levando as mercadorias. A ViaMobilidade informa que em 2019, foram realizadas 1032 apreensões de mercadorias irregulares na Linha 5-Lilás. Já em 2020, a média mensal de mercadorias irregulares apreendidas na linha é de 150. A concessionária também realiza campanhas de comunicação alertando sobre a procedência desconhecida dos produtos e os perigos que o consumo pode causar”.

Para ampliar a oferta do álcool gel à população, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai permitir que farmácias de manipulação produzam álcool etílico 70% (p/p), álcool etílico glicerinado 80%, álcool gel, álcool isopropílico glicerinado 75%, água oxigenada 10 volumes e digliconato de clorexidina 0,5%.

E para permitir que a maioria da população tenha acesso ao álcool gel, o Governo de SP fez um acordo com supermercados para vender o produto a preço de custo. “A partir de 23 de março, os supermercados venderão o produto com margem zero. Nenhum valor adicional. Isso certamente vai impor uma redução no preço para o consumidor”, disse o governador João Doria.


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