Contra o coronavírus, Prefeitura decreta fechamento do comércio até 5 de abril

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Apenas serviços essenciais podem funcionar, como farmácias, supermercados, padarias e restaurantes. Segundo o prefeito Bruno Covas, a intenção é reduzir a circulação de pessoas em 60% para frear o vírus


O prefeito Bruno Covas decretou que todos os comércios não essenciais da cidade de São Paulo devem permanecer fechados até o dia 5 de abril. A medida foi criada para evitar circulação de pessoas na cidade e frear o avanço do coronavírus. “É para seguir a vigilância sanitária do município, que estabelece neste momento que temos que reduzir a circulação de pessoas em 60%”, explicou Bruno Covas.

“De acordo com a medida, fica autorizada apenas a manutenção dos serviços administrativos e a realização de vendas por meio de aplicativos, internet ou instrumentos similares”, informa a Prefeitura. Ou seja, apenas o atendimento ao público está proibido, mas os comércios podem fazer serviços administrativos.

Da área do comércio, podem funcionar apenas:

  • farmácias;
  • hipermercados e supermercados;
  • mercados e feiras livres;
  • lojas de conveniência;
  • lojas de venda de alimentação para animais;
  • padarias, restaurantes e lanchonetes;
  • postos de combustíveis.

Esses estabelecimentos devem intensificar as ações de higiene, disponibilizar álcool em gel para os clientes e, no caso de restaurantes e lanchonetes, manter espaçamento de um metro entre as mesas.

As Subprefeituras estão autorizadas a suspenderem os Termos de Permissão de Uso (TPUs) dos profissionais autônomos e devem, junto com a Guarda Civil Metropolitana (GCM), retirar comerciantes ilegais das ruas.

Uma pesquisa do Sebrae revela que de 10 comerciantes, 6 estão muito preocupados com os efeitos do coronavírus na economia. No geral, 59% estão muito preocupados, 21% preocupados e 19% pouco preocupados.

Essa preocupação é maior para os empresários da capital e região metropolitana e também entre os pequenos empresários.

Por outro lado, há quem vá sentir efeitos positivos com a crise do coronavírus: na pesquisa, quase 40% afirmaram que vão aumentar as vendas, 32% pretendem ampliar a cartela de clientes, 26% vão aumentar as vendas online, 17% vão implementar as vendas por delivery.

“É chegar na sua locadora e renegociar o aluguel, pedir uma carência de dois meses, alongar suas dívidas; porque esse é um momento de conversar com os seus cinco principais fornecedores e pedir negociação”, indica o diretor do Sebrae, Wilson Poit.

Na última quarta-feira (18), o governador João Doria recomendou que shoppings e academias sejam fechadas, até 30 de abril. “A nossa recomendação é para que os empregadores não demitam e preservem os empregos. O coronavírus não se eterniza, ele tem um prazo determinado. Faço um apelo como Governador para que empregadores não se precipitem e estabeleçam condições adequadas para antecipar férias”, pediu o governador.

Uma linha emergencial de crédito foi criada para incentivar empreendedorismo e a geração de emprego e renda, já que muitas empresas estão preocupadas com a recessão econômica por conta do coronavírus. O crédito é destinado para empresas dos setores de Turismo, Viagens, Economia Criativa e Comércio.

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