Unidades de Saúde municipais registram aumento na demanda depois que Governo restringiu atendimento em prontos-socorros

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De acordo com a Prefeitura, a média diária de atendimento nos postos de saúde subiu de 11 mil para mais de 13 mil, apenas nos 16 primeiros dias depois da mudança instituída pelo Governo estadual, em 1º de fevereiro. A Secretaria Municipal de Saúde informou que o sistema já registrou pelo menos 34 mil novos pacientes


Depois que o Governo de São Paulo restringiu o atendimento médico nos prontos-socorros da capital paulista para atendimentos apenas de urgência, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e as Unidades de Assistência Médica Ambulatorial (AMAs) começaram a sentir o aumento na demanda.

O Governo indicou que os prontos-socorros atendam casos leves para que pacientes diagnosticados com Covid-19 não sejam prejudicados com a falta de leitos e insumos. Na Zona Sul, essa restrição no atendimento acontece nos Hospitais Estaduais de Pedreira e do Grajaú.

No entanto, quem não tem Covid-19 e precisa de atendimento médico para outro problema passou a enfrentar longas filas nas UPAs e AMAs.

De acordo com a Prefeitura, a média diária de atendimento nos postos de saúde subiu de 11 mil para mais de 13 mil, apenas nos 16 primeiros dias depois da mudança instituída pelo Governo estadual, em 1º de fevereiro.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que o sistema já registrou pelo menos 34 mil novos pacientes. O secretário da pasta afirmou também que já pediu apoio do Governo estadual para evitar falta de profissionais e falta de atendimento à população.

“Nós temos discutido diariamente com as equipes técnicas nossas do município e do Estado as formas exatamente de contornar o aumento de pressão nas AMAs e nas UPAs. Estamos discutindo também com o Estado uma forma de contornar essa situação. Quer dizer, que o Estado possa um pouco nos ajudar nessa pressão, porque hoje os equipamentos que nós temos já estão programados com equipes e recursos humanos para atender um determinado número de pessoas”, disse Edson Aparecido.

De acordo com o Governo de SP, “esses atendimentos mais leves representam 80% dos atendimentos dos prontos-socorros. A dor de cabeça, a dor nas costas, a necessidade de trocar uma receita. Esses casos ainda serão atendidos nos prontos-socorros, mas serão orientados para que busquem atendimento nas unidades básicas próximas das suas residências. Se alguém em estado grave procurar diretamente essas unidades, ele também será atendido. As unidades não fecham suas portas para a população, eles só ajustam ao atendimento aos casos mais graves, que excepcionalmente podem ser procurados diretamente no pronto-socorro”, disse Eduardo Ribeiro, secretário executivo da Saúde do Estado.


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