Segundo pesquisa, maioria da população perdeu renda por causa da crise econômica gerada pelo coronavírus

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O impacto na renda tem reflexo direto no movimento do comércio: segundo a Associação Comercial de São Paulo, por causa do isolamento social e do fechamento dos estabelecimentos não essenciais, houve uma queda de 62% nas vendas do comércio no mês de abril


Mais de 60% dos paulistanos perderam um pouco ou totalmente a renda pessoal que tinham antes da crise econômica gerada pela pandemia do Covid-19. A informação consta numa pesquisa especial da Rede Nossa São Paulo sobre o novo coronavírus.

Num total de 64%, a renda pessoal diminuiu um pouco para 17%, para 25% diminuiu muito e cerca de 22% das pessoas não têm mais renda. Essa queda pode ter sido ocasionada pela redução da jornada de trabalho de muitas pessoas: 61% tiveram redução na jornada de trabalho por causa da pandemia ou ficou temporariamente sem trabalhar. Cerca de 6%, no entanto, perderam o emprego.

Grande parte da pessoas adotaram regime de trabalho home office, ou seja, em casa (35%); enquanto 19% trabalhava em casa e na empresa e 46% continuaram indo para o serviço normalmente.

O impacto na renda tem reflexo direto no movimento do comércio: segundo a Associação Comercial de São Paulo, por causa do isolamento social e do fechamento dos estabelecimentos não essenciais, houve uma queda de 62% nas vendas do comércio no mês de abril, em comparação com o ano passado.

“O levantamento mostra que o movimento de vendas a prazo, que inclui bens duráveis, como eletrodomésticos, caiu 56,5% comparado a abril de 2019. Já as vendas à vista, que incluem itens de menor valor, como vestuário e calçados, recuaram 69%”, informa a ACSP.

Aliás, segundo a pesquisa, o que os paulistanos (42%) mais sentem falta é de frequentar o comércio, feiras, restaurantes, bares e shoppings. A pesquisa especial da Rede Nossa São Paulo revela ainda que a principal preocupação para 49% da população é o agravamento da crise econômica.

VALORIZAÇÃO DO SUS

A pesquisa demonstra uma valorização da população pelo Sistema Único de Saúde: 31% das pessoas afirmam que a principal vantagem que a cidade de SP tem para enfrentamento da pandemia é a ampla rede pública de saúde. Outros 31% também acreditam que uma das vantagens é ter os melhores profissionais de saúde e 25% afirmam que é vantajoso ter uma grande quantidade de leitos de UTI (públicos e privados).

“Fica, claramente, uma discussão que a sociedade tem tido, de alguma forma, sobre qual é o papel do Estado em um país em que três a cada quatro pessoas da população dependem do SUS. Então, se estamos dizendo que tem que se investir mais, valorizar o SUS, temos uma discussão sobre o papel do Estado nisso”, afirma Jorge Abrahão, coordenador-geral da Rede Nossa São Paulo.


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