São Paulo oferece tratamento para quem quer parar de fumar

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O dia 31 de maio é celebrado como o Dia Mundial Sem Tabaco. A data criada pela Organização Mundial da Saúde tem como objetivo alertar sobre as doenças e mortes provocadas pelo fumo. O tabagismo é uma doença provocada pela dependência física à nicotina, e causa cerca de 50 doenças diferentes, entre elas patologias do aparelho respiratório, como enfisema pulmonar, vários tipos de câncer e doenças cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. No Brasil, mais de 160 mil mortes por ano são atribuídas ao tabaco, segundo dados do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde.

Com o objetivo de reduzir a prevalência de fumantes e a consequente mortalidade relacionado ao consumo do tabaco, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento totalmente gratuito para quem deseja parar de fumar, o Programa Cessação de Tabagismo, promovido pelo Ministério da Saúde, pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) e coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) de São Paulo. Na capital, esse atendimento é feito regularmente pela Atenção Primária, que está preparada para realizar o acolhimento e o acompanhamento da cessação do tabagismo. Desde o seu lançamento, em 2016, o programa já atendeu 9.250 usuários na capital.

“O tabagismo é a primeira causa de morte evitável no mundo. As ações educativas, legislativas e econômicas no Brasil vêm gerando um aumento no número de pessoas que querem parar de fumar, o que evidencia a importância de priorizar o tratamento do fumante como uma estratégia fundamental no controle do tabagismo”, informa Liamar de Abreu Ferreira, coordenadora do Programa Cessação de Tabagismo na rede municipal da saúde.

Com uma abordagem cognitiva/comportamental que entende o ato de fumar como um comportamento aprendido, desencadeado por determinadas situações e emoções, o modelo de intervenção é centrado na mudança de crenças e desconstrução de comportamentos que levam o indivíduo ao hábito. O tratamento na rede municipal acontece nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Centros de Atenção Psicossocial (Caps AD). “A proposta e plano de metas do município é que todas as Unidades Básicas de Saúde e Caps Álcool e Drogas Adultos forneçam o programa. Caso o munícipe procure tratamento e a UBS de referência não tenha implantado o programa, ele será direcionado à UBS mais próxima para o atendimento” explica a coordenadora.

Para ter acesso ao tratamento, basta procurar uma UBS, levar a identidade e se inscrever no programa de combate ao tabagismo do SUS. O atendimento oferecido nas unidades segue as diretrizes do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT) e inclui desde a avaliação clínica até terapia medicamentosa, se houver necessidade. Nos encontros, são abordados temas que levam o usuário a compreender o motivo que o leva a fumar, os riscos deste consumo, os benefícios de parar de fumar e até como prevenir as recaídas.

O tratamento para eliminar a dependência pelo cigarro contempla encontros semanais. São três meses de atendimento e um ano de acompanhamento. As sessões podem ser organizadas em grupo ou individuais que são coordenadas por profissionais de saúde de nível superior e uma equipe multiprofissional.

Na consulta, os profissionais de saúde analisam a motivação do paciente em deixar de fumar, o nível de dependência física à nicotina, existência de comorbidades psiquiátricas, colhem a história clínica e se há indicação ou contra-indicação de uso de medicamentos. O paciente que estiver em uso de qualquer tipo de medicamento será acompanhado em consultas subsequentes pelo profissional de saúde que o prescreveu.

O uso do medicamento tem um papel bem definido no processo de cessação do tabagismo, que é o de minimizar os sintomas da abstinência à nicotina. Para Liamar, “os medicamentos não devem ser utilizados isoladamente, e sim em associação com a abordagem do tratamento”. Os medicamentos disponibilizados pelo SUS são os seguintes: adesivo de nicotina, goma de mascar e pastilha e cloridrato de bupropiona, que segundo o grau de dependência pode ser administrado de 4 a 6 meses.

Para apoiar quem quer parar de fumar, algumas UBSs estão agregando ao tratamento técnicas de meditação, acupuntura, relaxamento, cromoterapia, auriculoterapia e Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics).


SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

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