Represa do Guarapiranga registra 2º pior volume de água entre reservatórios de São Paulo

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A falta de chuvas, o último outono seco e o desmatamento acendem um alerta para uma possível nova crise hídrica em São Paulo: o Cantareira tem apenas 53,9% de água e o Guarapiranga está com 55,6%. No total, os reservatórios registram um acúmulo de 61,4% no volume de água para toda a Região Metropolitana de São Paulo


A falta de chuva na cidade de São Paulo tem afetado o nível dos reservatórios que abastecem a população paulistana.

Em julho do ano passado, o volume de água na Represa Guarapiranga era de 93,6%, mas agora em 2020 o sistema registra 55,6% de água. A Represa Billings estava com 100,9% de água mas viu este índice reduzir para 73% em 2020.

O maior sistema de água da cidade de São Paulo segue nessa linha de diminuição da quantidade de água: em julho de 2019, o Cantareira estava com 55% e este ano com 53,7%.

Segundo a Sabesp, o Sistema Cantareira registrou o mais alto nível de chuva em fevereiro, com 330 milímetros, dado que ficou acima da média que é de 203 mm. Os dois piores índices foram registrados em abril (2mm) e julho (5mm), que ficaram abaixo das médias de chuva registradas que são de 87 mm e 48 mm, respectivamente.

O Sistema Guarapiranga, que abastece mais de 3 milhões de moradores da Zona Sul, também registrou o mais alto nível de chuva em fevereiro, com 269 mm, bem acima da média que é de 194 mm de chuva. E os dois piores índices também foram registrados em abril (2mm) e julho (0,6mm), que ficaram abaixo das médias de chuva registradas que são de 73 mm e 48 mm, respectivamente.

Os outros sistemas de água que abastecem a capital paulista e a Grande São Paulo estão com os seguintes volumes de água:

• 62,6% em Rio Claro

• 70,2% em Alto Tietê

• 73,6% em Rio Grande

• 83,6% São Lourenço

• 84,9% em Cotia

No total, os reservatórios registram um acúmulo de 61,4% no volume de água para toda a Região Metropolitana de São Paulo. A falta de chuvas e a redução do volume de água nos reservatórios acende um alerta para uma possível nova crise hídrica em São Paulo por causa do último outono, um dos mais secos da história.

“A Grande São Paulo vive em risco de falta de água o tempo todo. Temos uma das mais baixas disponibilidades hídricas do mundo. Um outono seco é preocupante já que a mudança no clima está tomando ares dramáticos e traz insegurança sobre as chuvas de verão. É um quadro muito grave”, avalia o professor Ricardo Moretti, do Programa de Planejamento e Gestão do Território da Universidade Federal do ABC.

Além do clima, outro problema que piora a falta de água é o desmatamento. “O desmatamento dos mananciais aumentou em 27% nas Zonas Sul e Leste e isso diminui a capacidade de absorção de água. O desmatamento na Amazônia reduz a formação de chuvas”, explica Malu Ribeiro, gerente da Causa Água Limpa da Fundação SOS Mata Atlântica.

DICAS PARA ECONOMIZAR ÁGUA

Por causa do isolamento social imposto pela pandemia, as pessoas estão confinadas em casa e o consumo de água aumentou: mais roupa e louças para lavar, mais banhos, mais comida para fazer. Mas neste momento é ainda mais importante reduzir o consumo de água.

Confira dicas para economizar água:

• lavar roupa uma vez na semana;

• não demorar no banho, cinco minutos são suficientes;

• consertar vazamentos para evitar torneiras pingando pela casa;

• manter a torneira fechada para escovar dentes, ensaboar a louça;

• coletar água da chuva ou reutilizar a água da máquina de lavar para limpar quintais, lavar o carro, regar plantas, dar descarga.


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