Prefeitura pretende criar projeto para que restaurantes usem calçadas, no Itaim Bibi e Centro

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Empresários do setor gastronômico têm reclamado que a proibição de colocar mesas nas calçadas diminui ainda mais a renda dos restaurantes, que já atendem os clientes com algumas limitações. De acordo com o prefeito Bruno Covas, existe um projeto para que bares e restaurantes possam atender clientes com mesas nas calçadas com protocolos sanitários específicos


Desde que a Prefeitura autorizou a reabertura dos bares e restaurantes, no início do mês, empresários do setor reclamam do horário limitado de atendimento ao público (das 11h às 17h) e de não poderem colocar mesas nas calçadas, local mais ventilado que diminui o contágio pelo coronavírus.

A Prefeitura não cedeu a essas reclamações mas parece ter alternativas. De acordo com o prefeito Bruno Covas, existe um projeto para que bares e restaurantes possam atender clientes com mesas nas calçadas com protocolos sanitários específicos. Este projeto piloto deve começar em dois locais: no Centro e no Itaim Bibi.

“A ideia é lançar o projeto junto com o protocolo. A cidade não tem as mesmas calçadas de Paris, não tem a mesma facilidade de outras cidades europeias, mas é uma opção que precisa ser estudada. Não teríamos como liberar as calçadas para bares e restaurantes porque são curtas, mais estreitas do que cidades europeias e cumprem um papel importante no deslocamento da cidade. Um terço dos deslocamentos na cidade é feito a pé. Usar a calçada totalmente para mesas e cadeiras é jogar o pedestre para o meio da rua. Adaptar a mobilidade à utilização desses espaços, é nessa linha que vai o projeto”, disse o prefeito.

Sobre o horário de funcionamento, o prefeito afirmou que uma flexibilização está condicionada ao momento em que a capital paulista avançar no Plano São Paulo, do Governo do Estado. “Bares e restaurantes dependem da reclassificação. Aqui pela Vigilância Sanitária já foi autorizado, já prevê o funcionamento até às 22h. Mas, com a restrição da fase amarela, fechamos 17h”, explicou.

Os bairros do Itaim Bibi e Vila Olímpia foram os que mais sofreram com a pandemia, na área gastronômica: de acordo com uma pesquisa da empresa Sodexo, Vila Olímpia e Itaim Bibi registraram 89% e 82%, respectivamente, de queda no consumo dos restaurantes durante a pandemia. Entre os principais restaurantes da cidade de São Paulo, houve uma queda de 34,5% no consumo, entre os meses de abril e junho. A queda nos restaurantes localizados em bairros comerciais foi ainda maior: 77,13%.

Os bairros que mais registraram aumento no consumo dos restaurantes, já que muitas pessoas em home office passaram a pedir refeições na hora do almoço, foram: Vila Mascote (67%), Jardim Peri Peri (60%), Arthur Alvim (39%), Água Fria (24%), Vila Carrão (12%) e Freguesia do Ó (5%).

Além da queda no consumo, os restaurantes da Vila Olímpia, Itaim Bibi e Centro são os que mais ficaram inativos, ou seja, paralisaram totalmente as atividades. A Associação Nacional dos Restaurantes (ANR) prevê que isso vai acontecer com cerca de 30% dos estabelecimentos gastronômicos em todo o Brasil. Segundo a Associação, 25% dos restaurantes já fecharam, no país, o que ocasionou o desemprego de 1,3 milhão de pessoas.

“Eu falava que nós estávamos em torno de 18% de restaurantes que não iam abrir. Esse número já veio para 30% e, se a gente passar mais 10, 15 dias fechados, isso facilmente passará de 40%. É uma situação muito difícil, o nosso setor é formado pelo pequeno empreendedor”, disse Cristiano Melles, presidente da ANR.


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