Prefeitura esclarece que quarentena continua e reabertura do comércio vai acontecer após aprovação de protocolos de higiene

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Mesmo com a liberação do Governo do Estado, a partir do dia 1º de junho as lojas continuam fechadas e só podem reabrir após enviarem propostas sanitárias para a Prefeitura, que pode aprová-las ou não. Os protocolos sanitários devem levar em consideração as recomendações do Plano São Paulo, criado pelo Governo do Estado para determinar as regras de flexibilização do comércio


Após o governador João Doria liberar a cidade de São Paulo para reabrir algumas áreas do setor econômico, mas ainda com restrições e seguindo protocolos de higiene, a Prefeitura de São Paulo afirmou que a quarentena na cidade continua e que a reabertura do comércio acontecerá mediante aprovação da Vigilância Sanitária, sem data específica.

“Os setores precisam vir discutir com a Prefeitura de que forma será essa reabertura.  Apresentar para a Prefeitura de São Paulo protocolos de saúde, de higiene, de testagem, regras de autorregulação, regras pra fiscalização, políticas de comunicação dessas regras e proteção aos consumidores e funcionários”, afirmou o prefeito Bruno Covas.

Sendo assim, a partir do dia 1º de junho, as lojas continuam fechadas e só podem reabrir após enviarem propostas para a Prefeitura, que pode aprová-las ou não. As propostas, que serão analisadas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho e pela Secretaria Municipal da Saúde, devem ser enviadas para o site: www.prefeitura.sp.gov.br/retomada

A Prefeitura alerta que, “apenas entidades setoriais, que serão responsáveis pelo envio à Prefeitura de São Paulo a partir de 1 de junho, poderão enviar suas propostas. Os cidadãos que quiserem contribuir deverão enviar suas sugestões para as empresas onde trabalham ou entidades de classe”.

Os protocolos sanitários devem levar em consideração as recomendações do Plano São Paulo, criado pelo Governo do Estado para determinar as regras de flexibilização do comércio de acordo com cinco fases:

  • (1) nível máximo de restrição de atividades não essenciais;
  • (2) controle, permitindo abertura do comércio com restrições;
  • (3) flexibilização, com a abertura de mais setores;
  • (4) abertura parcial;
  • (5) normal controlado, onde todos os setores funcionam com a continuidade das medidas de higiene.

Segundo o Governo, “as fases são determinadas pelo acompanhamento semanal da média da taxa de ocupação de leitos de UTI exclusivas para pacientes contaminados pelo coronavírus e o número de novas internações no mesmo período. Uma região só poderá passar a uma reclassificação de etapa – com restrição menor ou maior – após 14 dias do faseamento inicial, mantendo os indicadores de saúde estáveis”.

Pelo Plano São Paulo, a capital paulista está na Fase 2, que permite a reabertura de atividades imobiliárias, shoppings (apenas lojas), concessionárias e comércios. “A gente só vai discutir reabertura com parâmetros acima daqueles já combinados com Governo do estado de São Paulo. A partir do dia 1º, a gente passa a receber oficialmente propostas de protocolo que serão analisadas pela vigilância sanitária. E, assim que [as propostas forem] referendadas, os setores vão poder reabrir na cidade. Até lá, continuamos a fiscalizar o que é proibido de abrir, não apenas em relação a esses setores que são liberados na fase 2, mas aqueles que só podem reabrir na fase 3, 4 e 5″, afirmou o prefeito.

COMÉRCIOS

Segundo a Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop), “os lojistas estão preparados para receber os clientes da maneira correta. Além de seguir os protocolos de higiene e segurança, as lojas irão respeitar o distanciamento, criando estruturas internas para atender os clientes de acordo com a sua capacidade de ocupação e distanciamento adequado”.

A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), informou que “criou um protocolo rigoroso com mais de 20 medidas para a reabertura dos empreendimentos no país.Os tópicos foram criados a partir de experiências internacionais, boas práticas de outros setores e também com recomendações de especialistas da saúde. Portanto, cada item visa o reforço na higienização, além de procedimentos minuciosos para garantir a saúde de clientes, colaboradores e demais frequentadores de shoppings”.


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