Prefeitura de SP recomenda horário alternativo para abertura do comércio essencial durante a quarentena

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“A medida visa a redução da aglomeração de pessoas nas vias e logradouros públicos, em especial nos terminais e pontos de transporte urbano de passageiros nos horários de maior demanda”, informa a Prefeitura


A Prefeitura de São Paulo publicou no Diário Oficial da última quarta-feira (15) um decreto com uma recomendação de horário para estabelecimentos autorizados a funcionar durante a quarentena por conta do coronavírus.

A recomendação é: que comércios essenciais abram antes das 6h ou depois das 11h; inclusive comércios/serviços que realizem troca de turno dos funcionários.

Esse horário é indicado para: lavanderias, lojas de materiais de construção, oficinas mecânicas, borracharias, farmácias, lojas que vendem remédios e alimentos para animais, lojas que vendem artigos médicos, consultórios odontológicos e ortopédicos, serviços hospitalares, call center, hipermercados e supermercados, açougues, peixarias, hortifrutigranjeiros, quitandas e lojas que vendem água mineral.

A Prefeitura recomenda isto porque das 6h as 11h, mesmo em dias normais, é o horário em que há mais circulação de pessoas. “A medida visa a redução da aglomeração de pessoas nas vias e logradouros públicos, em especial nos terminais e pontos de transporte urbano de passageiros nos horários de maior demanda”, informa a Prefeitura.

Na capital paulista, até a última terça-feira (14), a Prefeitura interditou 80 estabelecimentos considerados não essenciais, que não respeitaram as ordens de fechamento. Na Zona Sul, foram fechados comércios nas regiões de Parelheiros e Santo Amaro.

O sistema de monitoramento do Governo de São Paulo, que usa os dados dos celulares, mostrou que o índice de distanciamento social no Estado caiu 9% em um único dia: domingo (12) estava em 59% e na última segunda-feira (13) estava em 50%. Na terça-feira (14), o índice de isolamento também foi de 50%.

Essa taxa está bem longe da meta do Governo de SP, que quer garantir um isolamento de 70% da população, para que não faltem leitos nos hospitais. “Se nós conseguirmos aumentar o distanciamento social, que estava em média de 54%, para 70%, o número de leitos no estado de São Paulo será suficiente para essa primeira onda epidêmica. Se nós não aderirmos a essa proposta do estado, nós teremos mais dificuldade com leitos”, explicou o infectologista David Uip, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus.

No dia 6 de abril, o governador João Doria prorrogou a quarentena no Estado até o dia 22 de abril. Sendo assim, apenas serviços essenciais podem permanecer abertos e o comércio, em geral, permanece fechado.

O que segue funcionando na quarentena:

  • Hospitais, clínicas, farmácias e clínicas odontológicas;
  • Transporte público;
  • Transportadoras e armazéns;
  • Empresas de telemarketing;
  • Petshops;
  • Deliverys;
  • Supermercados, mercados e padarias;
  • Limpeza pública;
  • Postos de combustível.

Estabelecimentos que seguem fechados:

  • Bares;
  • Restaurantes;
  • Cafés;
  • Casas noturnas;
  • Shopping centers e galerias;
  • Academias e centros de ginástica;
  • Espaços para festas, casamentos, shows e eventos;
  • Escolas públicas ou privadas.

Todo comércio que vende comida pode funcionar em sistema delivery ou drive thru. Ainda funcionam normalmente serviços de segurança, aplicativos de mobilidade e transporte coletivo.


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