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domingo, 26 junho, 2022
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    Monitoramento indica grande circulação de pessoas no Grajaú durante a quarentena

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    Em algumas regiões da cidade o isolamento ainda é um desafio e pode aumentar o contágio do coronavírus. A meta do Governo de SP é garantir um isolamento de 70% da população para que não faltem leitos nos hospitais


    Um monitoramento feito pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), com base no número de celulares ligados e no uso de aplicativos, mostra que em quatro regiões da cidade o isolamento ainda é um desafio e pode aumentar o contágio do coronavírus.

    Com dados da última segunda-feira (13), o IPT registrou que os maiores pontos de concentração estão em Itaquera, na Zona Leste; em Santana, na Zona Norte; no Butantã, na Zona Oeste; e no Grajaú, Zona Sul, perto da Av. Senador Teotônio Vilela, onde fica o Terminal de ônibus e a estação da CPTM,  além do Rodoanel, que dá acesso a região de Parelheiros.

    A circulação de pessoas tem reflexo direto nos índices de distanciamento social. No geral, a taxa de isolamento tem variado no Estado de SP: na quinta-feira (9), pré-feriado, foi de 47%, menor índice desde o início da quarentena; na sexta-feira (10) subiu para 57%; no sábado caiu para 55%.

    O sistema de monitoramento do Governo de São Paulo, que também usa os dados dos celulares, mostrou que esse índice de distanciamento no Estado caiu 9% em um único dia: domingo (12) estava em 59% e na última segunda-feira (13) estava em 50%. Na terça-feira (14), o índice de isolamento também foi de 50%.

    Essa taxa está bem longe da meta do Governo de SP, que quer garantir um isolamento de 70% da população, para que não faltem leitos nos hospitais. “Se nós conseguirmos aumentar o distanciamento social, que estava em média de 54%, para 70%, o número de leitos no estado de São Paulo será suficiente para essa primeira onda epidêmica. Se nós não aderirmos a essa proposta do estado, nós teremos mais dificuldade com leitos”, explicou o infectologista David Uip, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus.

    No dia 6 de abril, o governador João Doria prorrogou a quarentena no Estado até o dia 22 e disse que a Polícia Militar está autorizada a prender as pessoas que causem aglomerações. “Havendo a cooperação da população do Estado de São Paulo, nós manteremos o isolamento como está. Não havendo, ou seja, baixando os índices de isolamento social e colocando em risco a vida das pessoas, nós não hesitaremos em adotar medidas restritivas de maior grau, se isto for necessário”, disse Doria.

    Na capital paulista, até a última terça-feira (14), a Prefeitura interditou 80 estabelecimentos considerados não essenciais, que não respeitaram as ordens de fechamento. Na Zona Sul, foram fechados comércios nas regiões de Parelheiros e Santo Amaro.

    Após a quarentena, esses locais serão reabertos, mas, se abrirem novamente durante a quarentena, terão suas licenças de funcionamento cassadas. Segundo a Secretaria das Subprefeituras, cerca de dois mil agentes estão nas ruas para fiscalizar se os estabelecimentos estão fechados.


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