Polícia Federal prende casal que roubava auxílio emergencial em lotérica da Zona Sul

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Segundo a Polícia Federal, a quadrilha desviava dinheiro de programas sociais há um ano com a ajuda de funcionários do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da Prefeitura, que tinham acesso ao Cadastro Único, que reúne informações de pessoas em extrema pobreza. A estimativa é que o desvio tenha chegado a cerca de 30 milhões de reais de 12 mil beneficiários


Dupla foi presa durante a Operação Parasita

Na última terça-feira (8), a Polícia Federal cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão contra duas pessoas suspeitas de participar de um esquema de fraude do auxílio emergencial.

Segundo a investigação, uma mulher comandava a fraude ao sacar o auxílio emergencial em nome de outras pessoas. O segundo investigado é o ex-marido dela, que destruía provas no momento em que a Polícia chegava para prendê-lo.

Segundo a Polícia Federal, a quadrilha desviava dinheiro de programas sociais há um ano. O casal preso tinha a ajuda de funcionários do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da Prefeitura, que tinham acesso ao Cadastro Único, que reúne informações de pessoas em extrema pobreza. Os servidores davam entrada no auxílio emergencial e mudavam uma informação importante: o endereço de quem tinha direito ao auxílio. Então, o cartão era enviado para os endereços da quadrilha.

Os criminosos também pediam o benefício usando nomes falsos. Quando os cartões chegavam, os golpistas iam até casas lotéricas na Zona Sul para registrar as senhas e liberar o acesso. Depois esperavam a data do pagamento para sacar o dinheiro.

“São os mesmos criminosos que já faziam saques fraudulentos de Bolsa Família, de PIS, de Seguro-Desemprego e passaram a atuar também no Auxílio Emergencial”, disse Alberto Ferreira Neto, delegado da Polícia Federal.

O Governo Federal já pagou quatro parcelas do Auxílio Emergencial, mas a Polícia ainda não sabe o valor que a quadrilha conseguiu sacar ilegalmente das contas. Pelo cadastro que os servidores têm acesso, são 12 mil beneficiários. A estimativa é que o desvio tenha chegado a cerca de 30 milhões de reais.

O casal preso vai responder por associação criminosa e furto qualificado, crimes que rendem até 11 anos de prisão.

A Prefeitura de SP disse que vai solicitar à Polícia Federal o compartilhamento das provas para iniciar uma apuração sobre a eventual participação de servidores públicos.


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