Polícia apreende 1.000 galos no Grajaú, usados para brigas ilegais no Brasil e exterior

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As investigações começaram em agosto do ano passado, em rinhas de Mauá e São Bernardo do Campo, cidades do ABC Paulista. As aves estavam presas em gaiolas pequenas e armários


Cerca de 1000 galos foram apreendidos na última terça-feira (14) na região do Grajaú: 200 deles presos em cubículos de um galpão e 800 em uma chácara no Parque Cocaia. Segundo a Polícia, as aves eram colocadas em rinhas de briga.

As investigações começaram em agosto do ano passado, em rinhas de Mauá e São Bernardo do Campo, cidades do ABC Paulista, onde havia arenas para as rinhas, espaço em que as aves brigavam. Antes das lutas, os galos ficavam em gaiolas chamadas de camarotes. Outros galos eram trancados em armários com furos nas portas, para que as aves pudessem respirar.

No ABC, agentes da Delegacia de Infrações e Crimes contra o Meio Ambiente de Santo André, que investiga o caso, encontraram documentos com nomes e endereços, o que os levou para o Grajaú: o local onde os galos eram mantidos e fornecidos para brigas no Brasil e exterior.

“Nós temos certeza, e o inquérito vai demonstrar isso, que existe uma organização completa, desde o fabricante de gaiolas, de esporas, o organizador dos eventos que corre o Brasil todo e a América do Sul”, disse Renzo Angerami, chefe dos investigadores.

Três homens, o dono de duas propriedades e dois assistentes, foram levados para depor na Delegacia em Santo André. O dono dos imóveis informou que não fornecia galos para rinhas. “Ele disse que tem muito carinho pelas aves, que cria esse tipo de galo há muitos anos e a criação é só pra ele ficar olhando, e que eventualmente abate alguns galos”, disse o delegado Luis Guilherme Marcondes.

Os 1000 galos foram apreendidos e vão continuar nos mesmos locais. O dono fica obrigado pela Justiça a cuidar das aves até o final do processo. Ele será investigado por maus-tratos, exploração de jogos de azar e associação criminosa.


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