Morador de rua é assassinado com tiros na Zona Sul de São Paulo

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O ataque aconteceu em uma esquina da Av. Guarapiranga. Conhecido como Palhacinho, o homem levou cinco tiros, segundo testemunhas


Um morador de rua foi encontrado morto, após ter sido assassinado a tiros, em uma esquina da Av. Guarapiranga, na última segunda-feira (13). O corpo de Everaldo da Silva Costa foi identificado pela família. Na região ele era conhecido apenas como Palhacinho.

Everaldo dormia sempre em um banco de carro, entre duas caçambas de lixo. Os sacos de material reciclável, que ele juntou no fim de semana, estavam separados para que ele vendesse durante o dia.

O ataque aconteceu de madrugada: por volta das 4h30 da manhã, pessoas que estavam em um posto de combustível ouviram cinco tiros perto do local onde Palhacinho costumava dormir. O assassino fugiu.

Nos últimos dois meses, seis moradores de rua, além de Palhacinho, morreram na capital e Grande SP: quatro foram envenenados em Barueri, um foi queimado na Zona Leste e outro foi eletrocutado por um poste em um ponto de ônibus no centro.

Entre 2015 e 2017, o Ministério da Saúde registrou mais de 17 mil ocorrências de violência contra moradores de rua. Os principais alvos são: as mulheres, que apesar de serem minoria nas ruas do Brasil são vítimas em 50,8% dos casos; os jovens (38%), que tem entre 15 a 24 anos; negros e negras (54%); heterossexuais (65%), homossexuais (2,9%).

Em todos os anos analisados na pesquisa do Ministério da Saúde, a cidade de São Paulo foi a que mais teve notificações de violência contra moradores de rua. Foram 176 ocorrências em 2015, 317 em 2016 e 295 em 2017. Em 2015, mais de 15 mil pessoas viviam nas ruas da capital paulista, de acordo com um censo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas com a Prefeitura, ou seja: 20% dos casos registrados em todo o país nesse período.

Até novembro de 2019, a Prefeitura de São Paulo realizou abordagens a 491 mil moradores de rua, na tentativa de acolher essa população em abrigos.


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