Pesquisas indicam retomada lenta da economia, após reabertura do comércio

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Um levantamento do Governo do Estado, com base na emissão de notas fiscais, mostra um pequeno avanço das atividades econômicas nas primeiras semanas de reabertura. De acordo com o Sebrae, de maio a junho, o Estado de SP registrou 45.827 novas micro empresas individuais (MEIs), um número 21% maior que no mesmo período do ano passado


Com a flexibilização do comércio e a reabertura das lojas, já é possível ter uma noção dos impactos da pandemia nas vendas do comércio e prever uma recuperação mais lenta.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou leve aumento nas vendas já em maio: a nível Brasil, a alta foi de 13,9%, depois do mês de abril ter atingido uma queda recorde de 16,3% nas vendas. Porém, na comparação com maio de 2019, houve 7,2% menos vendas no comércio, sendo este o pior desempenho desde 2016.

Tudo indica, felizmente, que o pior já passou. “O mês de abril foi o mais difícil para as empresas. Olhando até maio, o pior já passou”, disse Cristiano Santos, gerente da pesquisa do IBGE.

Segundo a Junta Comercial do Estado de São Paulo, 32 mil empresas fecharam no Estado e outras 68 mil foram abertas, de janeiro a maio deste ano.

Além dos novos negócios, um levantamento do Governo do Estado, com base na emissão de notas fiscais, mostra um pequeno avanço das atividades econômicas nas primeiras semanas de reabertura. No comércio de rua, o número de notas (ou seja, de vendas) foi em média 12% maior em junho na comparação com as 11 semanas anteriores de quarentena.

Na semana de 14 a 20 de junho, a indústria, o comércio de atacado e de automóveis faturaram, juntos, 40 bilhões de reais: isso é 21% a mais que na semana anterior e só 5% a menos que no período pré-pandemia.

De acordo com o Sebrae, de maio a junho, o Estado de SP registrou 45.827 novas micro empresas individuais (MEIs), um número 21% maior que no mesmo período do ano passado, quando foram abertas 36.109 MEIs.

“Nós percebemos a criação de novos negócios, negócios online, novos modelos de trabalho e serviços. Empreendedores paulistas têm muita resiliência, tem um trabalho criativo muito interessante e nós já estamos começando a reconhecer nos números também”, disse a secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado, Patrícia Ellen.

Apesar da criatividade e do alto número de novos microempreendedores que surgiram, dados da Neon e da fintech Flourish Ventures mostram que 88% de quem já era MEI em todo o Brasil perdeu renda desde o início da pandemia. Isso significa que a cada 10 microempreendedores, 9 passaram a lucrar menos: se antes da crise 2% dos MEIs ganhavam R$ 500 por mês, esse número subiu para 37%; e os 24% que faturavam mais de R$ 3 mil agora são 3%.

CRÉDITO EMERGENCIAL PARA PEQUENOS NEGÓCIOS

Para ajudar empreendedores paulistas a manterem seus negócios durante a pandemia, o Governo do Estado disponibiliza uma linha de crédito do programa Empreenda Rápido:

Micro Empreendedores Individuais: crédito de até R$ 15 mil, com até 24 meses para pagamento, carência de um a três meses e juro zero;

Micro e Pequenos empresários: juro de 0,35% ao mês, parcelamento em 36 meses e carência de um a três meses.

“Os financiamentos são voltados a pessoas jurídicas com sede no Estado de São Paulo, micros e pequenos negócios formais (MEI, ME, LTDA, EIRELI). Para acessar o crédito é necessário não ter restrições em órgãos de proteção ao crédito e Cadin. A solicitação de crédito pode ser realizado remotamente pelo site www.bancodopovo.sp.gov.br”, informa o Governo.


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