Pesquisa revela que 64% dos moradores da Zona Sul não tem plano de saúde

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Na Zona Sul, a maioria (76%) utiliza o serviço público de saúde. Em 2018, no entanto, este número de pessoas era maior: 84%, de acordo com a Rede Nossa São Paulo. A Zona Sul tem destaque na utilização dos seguintes serviços públicos: atendimento ambulatorial (53%) e consultas com especialistas (47%)


De acordo com uma pesquisa da Rede Nossa São Paulo, 70% da população paulistana não tem plano de saúde. Na Zona Sul, as pessoas que não pagam por serviços particulares de saúde chegam a 64%.

Para a maioria (57%) das pessoas, a principal vantagem de se ter um plano de saúde é a rapidez em realizar uma consulta ou exame. Para outros (38%) é a certeza de ser atendido na hora que precisar.

Também há os que enaltecem o Sistema Único de Saúde (SUS), por oferecer serviço de saúde gratuito (53%); oferecer atendimentos para todos, independentemente da nacionalidade ou condição social (47%); distribuir medicamentos gratuitamente (45%) e oferecer vacinas gratuitamente (41%).

Na Zona Sul, a maioria (76%) utiliza o serviço público de saúde. Em 2018, no entanto, este número de pessoas era maior: 84%.

No geral, a utilização dos serviços públicos de saúde é homogênea por região, com exceção da distribuição gratuita de medicamentos, mais utilizada na Zona Leste. A Zona Sul tem destaque na utilização dos seguintes serviços: atendimento ambulatorial (53%) e consultas com especialistas (47%).

“A pesquisa mostra que 67% da população paulistana desenvolveu pelo menos um dos sintomas listados durante a pandemia. Os mais apontados são: alterações no sono (50%); mudanças repentinas de humor e/ou irritabilidade (44%); angústia e/ou medo (43%;) alteração alimentar (37%); sinais ou sintomas de ansiedade (33%) e tristeza ou choro fácil (31%). Ademais, 23% declaram que ao menos uma pessoa do domicílio foi diagnosticada com Covid- 19 nos últimos 12 meses”, explica a Rede Nossa São Paulo.

Para melhorar o processo de vacinação na cidade de São Paulo, os entrevistados na pesquisa listaram as seguintes ações:

  • adotar um modelo de agendamento para evitar filas e aglomerações (42%)
  • disponibilizar agentes comunitários de saúde para irem até a população, evitando filas e aglomerações (40%)
  • aumentar as campanhas de conscientização sobre a importância da vacina (38%)
  • melhorar o acesso aos postos de vacinação, diminuindo a distância dos locais e aumentando o horário de atendimento (36%)
  • combater às fake news (33%)
  • melhorar a divulgação do calendário de vacinação (31%)

“O estudo evidencia que a queda na procura por algum serviço público de saúde no último ano, desconsiderando aqui atendimentos relacionados à Covid-19, não impactou significativamente o tempo entre a marcação e a realização de consultas, exames ou procedimentos mais complexos, visto que não houve diminuição desses prazos. Entretanto, mais de 7 milhões de paulistanos não possuem plano de saúde. E o levantamento mostra que este benefício não chega a uma parcela significativa da população mais vulnerável – classe DE, menos instruídos, de menor renda, mais jovens, pretos/pardos – e aos moradores da região Leste da cidade. Dentre paulistanos que têm plano de saúde, a grande maioria usa, seja de forma exclusiva ou complementar, o sistema privado. No entanto, quatro a cinco utilizaram algum tipo de serviço oferecido pelo SUS nos últimos 12 meses”, analisa a Rede Nossa São Paulo.


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