O que os professores têm a dizer sobre o ensino híbrido durante a pandemia neste dia dos professores?

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Dia 15 de outubro é comemorado o dia do professor, um dos trabalhos mais importantes para a evolução da sociedade


Dia 15 de outubro é comemorado o Dia do Professor, um dos profissionais mais importantes na sociedade e fundamental para o desenvolvimento de todo o ser humano. Para homenagear os profissionais da educação, nós conversamos com três professores contando um pouquinho sobre os desafios que a pandemia impôs no trabalho.

Transformar toda a educação em sistema remoto, com aulas online não foi uma tarefa fácil, ainda mais se tratando de escolas da rede pública, onde muitos alunos se encontram em situação de pobreza ou extrema pobreza. “A Secretaria Estadual de Educação disponibilizou o aplicativo CMSP (Centro de Mídias de São Paulo), foi bastante complicado acostumar com o hábito de usar o celular, e ainda tendo que usar aplicativo para aprender algo”, conta o professor de história das Escolas Estaduais Keizo Ishihara e Julio Mesquita, Celso Ricardo.

A mudança para as plataformas digitais foi inesperado tanto para alunos, quanto para professores, Celso teve dificuldades de se habituar ao sistema remoto no início, pela falta de hábito, “Os alunos sentiram a dificuldade porque não estavam preparados para uma alta carga de horário de aula através de uma tela de celular, tablet ou notebook”, diz Celso.

A educação infantil também sofreu muito com o aprendizado das crianças, principalmente pelo fato de fazer a criança ficar focada a uma tela o tempo inteiro para poder assistir às aulas, porém houveram aspectos positivos durante a pandemia na visão da psicopedagoga Wânia Batista, “essa situação gerou uma proximidade maior para compreensão da dinâmica do aluno dentro do espaço físico, percebi uma dificuldade maior nos pequenos em focar numa tela, mas tive a oportunidade de alfabetizar uma menina de 6 anos, ao qual a mãe tirou da escola na pandemia, de maneira totalmente online”.

O potencial no crescimento de ensino online pode virar cotidiano daqui pra frente, tendo uma boa demanda no mercado, Wânia vê essa chance com bons olhos, “Estudei, em 2013, no Senac um curso de Planejamento de Ambientes Virtuais de Aprendizagem, não tenho dúvida de que o ensino híbrido veio pra ficar, apesar de eu achar que as instituições não querem, as escolas investiram em macro espaços, não sei como na prática isso vai acontecer. Mas reconheço que o espaço físico desenvolve relações afetivas, assim como outros ambientes, como condomínios e clubes”.

Na faculdade os problemas também foram os mesmos, porém em uma turma somente com adultos, é natural que sejam mais adaptáveis às mudanças de hábitos na educação. O professor da Faculdade de Odontologia da UNIP, Luciano Dib, não teve dificuldades em trabalhar de maneira online com os alunos da Graduação e Pós-Graduação, “Foi uma adaptação razoável, fácil, para as disciplinas teóricas da Graduação, embora não conhecesse a plataforma Zoom, tenho um pet em casa, não tive problemas, consegui um isolamento adequado, bastante respeitoso”.

Imprevistos acontecem e os alunos precisaram se adaptar as novas rotinas para assistir a aula, onde quer que esteja, “Aconteceram de alunos ficarem entrando e saindo, problemas de internet, já até dei aula para aluno que fazia um trajeto de barco entre um canal e outro, mas sempre procurei entender a situação dos alunos com bom senso” revela Luciano.

Mas transformar tudo em sistema remoto, com os possíveis novos imprevistos para acompanharem as aulas, será que a educação não ficou desinteressante ou perdeu a qualidade do ensino? Para Celso, muitos alunos da rede pública não produziram nada além do básico, havendo desistência, principalmente em alunos de idade mais avançada, gerando queda na qualidade. Já o professor Luciano pensa que os alunos não perderam o interesse, “pelo contrário, eu percebi que os alunos foram se interessando mais, no entanto, há alunos que não viram nada da primeira à última aula e fizeram a prova”.

O governo estadual está oficializando a volta das aulas 100% presencial e sem esquema de rodízio, dando fim ao distanciamento obrigatório de 1 m por pessoa, com isso, a velha rotina estará, aos poucos, voltando ao normal, e não vai demorar muito para as faculdades tomarem a mesma medida e voltarem 100% também.


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